Depoimentos

“Eu vim aqui representando o TorinoFilmLab, que é um laboratório internacional que busca talentos por todo o mundo. Eu estou conhecendo aqui os projetos selecionados do CineMundi e também estou aqui para futuras parcerias. Busco dar oportunidades para outros produtores conhecerem, fazerem networking e parcerias com o mercado europeu. Eu acho que essa oportunidade é especial para os projetos brasileiros, essa mostra é muito importante para eles e para nós que somos de fora. É uma oportunidade de conhecer os que está sendo produzido no Brasil.”
Agata Czerner – diretora de operações do TorinoFilmLab | Itália


“A importância da Cinebh é muito grande para a cidade. É uma mostra muito ampla, apresentando principalmente filmes brasileiros recente e importantes para a gente assistir e que traz algumas retrospectivas que nos últimos anos tem sido bem legais. E pro CineMundi eu acho que é isso, a importância de ver a máquina girar, ver essa questão do mercado sempre ativo e de incluir Minas nisso também. Essa condição crescente que está em Minas ter a chance de ter uma ligação com outros estados e até outros países também. Uma importância muito grande de interação das pessoas, dos produtores, isso faz a máquina girar, os contatos fazem as coisas não terem fronteiras.”
André Novais Oliveira – diretor e produtor da Filmes de Plástico | MG


“O Brasil CineMundi é muito importante para os projetos selecionados. Para muitos é a primeira etapa onde tem a oportunidade de se encontrarem com distintos representantes de instituições ou produtores internacionais, e é nessa etapa que muitas vezes nasce um projeto com potencial para logo participar de distintos encontros em outros países ou também conhecer como funciona e como se dá uma co-produção internacional. É muito particular e enriquecedor para os produtores que nunca produziram internacionalmente e também abre um pouco as portas do Brasil, que é um mercado muito grande, para produtores internacionais começarem a trabalhar como projetos daqui e produtores e diretores do Brasil começarem a trabalhar fora daqui. A experiência é muito particular, e tem mais, não é qualquer projeto que é considerado uma boa seleção para que se dê tempo de fazer um bom diálogo entre o projeto e o produtor convidado. E nessa seleção o Brasil CineMundi tem se mostrado muito bom.”
Augusto Matte – júri do 8º Brasil CineMundi e produtor da Jirafa | Chile


“É muito importante pra gente, porque uma coisa é a gente ficar vendo o material e o trabalho que a gente tem na ilha de edição e outra coisa é a gente ver ele em uma sala de cinema, com público. Então assim, é quase que um teste de audiência pra gente isso aqui hoje, pra gente entender como que ele funciona, como o público recebe ele. Ele ainda não é um filme Work in Progress, a gente ainda tem que fazer um trabalho muito grande acervo com ele ainda, de pesquisar muito acervo,  as entrevistas já estão prontas. Mas é muito valioso poder participar dessa Mostra, que é uma mostra que tem uma importância muito grande, no cenário local, no cenário nacional, pra não dizer no cenário internacional. Então, é uma grande honra pra gente poder estar fazendo parte dessa programação, é muito importante pra gente.”
Bruno Figueiredo – diretor do ‘O Som que vem das ruas 3’ - work in progress | MG

 
“Eu acho que a principal importância das oficinas, é sobretudo possibilitar os encontros entre pessoas que tem, digamos assim, alguns interesses e afinidades em comum. Eu acho que não necessariamente as oficinas são, digamos assim, profissionalizantes, ou são oficinas no sentido clássico de transmitir um conhecimento que possa ser revertido em alguma coisa prática para as pessoas. Eu acho que é uma possibilidade de encontros a partir de premissas e de interesses que são em comum e que a partir das oficinas é que isso começa a reverberar, mais até do que nas oficinas. No ano passado, por exemplo, tinham dois rapazes que foram selecionados para o júri jovem e eles estão, se não me engano, em outubro serão curadores de uma Mostra aqui no Humberto Mauro. E não eram pessoas nem da área de Cinema, um é da filosofia e outro é da antropologia. Mas entraram pra dentro desse mergulho mesmo de uma reflexão sobre cinema e agora estão atuando no cinema. Então quer dizer, a oficina é só um catalisador, mas o que importa mesmo é o interesse de cada pessoa em continuar seguindo e se aprofundando nesse seu interesse inicial que levou essa pessoa até a oficina.”
Cleber Eduardo – instrutor da oficina ‘Análise de estilos cinematográficos’ e curador da Mostra Tiradentes | SP


“Pra mim é muito importante estar com um filme aqui, até porque é a primeira exibição do filme, que vai começar a percorrer os Festivais a partir deste mês. Então, estou muito feliz de estar em uma Mostra que é uma Mostra tão importante, tão tradicional, de uma curadoria tão relevante. Pra mim é muito importante vir, estou conhecendo BH. E pra mim o evento tem sido bem interessante. E sobre a importância do evento pro país, eu acho que pelo evento reunir a exibição de tantos filmes, como o Brasil CineMundi, eu acho que ele fomenta muito e é um mercado que além de exibição, ele fomenta o mercado. É um festival bem importante e relevante pra gente.”
Daniel Calil - diretor e roteirista do ‘Havia cinzas dentro de mim’ | GO


“É engraçado voltar na 11ª Mostra, porque eu fiz a primeira. Quando o pessoal da Universo me convidou, porque já tinha feito várias oficinas em Tiradentes e Ouro Preto, mas Belo Horizonte era uma coisa muito pra eles. Então eu consigo ter essa visão, de como era no começo e como está agora. Eu fiquei impressionado como cresceu, porque antigamente era no Cine Santa Tereza e eu dava curso acho que numa escola lá perto, se não me engano. Agora não, está numa estrutura invejável, acho que em nível internacional. Acho que os convidados que estão lá no Hotel e a gente cruza com eles seis dias no café da manhã, é gente de Torino, do TribecaFilms, de  Nova York, Amsterdã, Berlim, Cannes, Veneza, então já acho que o CineMundi é um evento internacional do calendário internacional. Acho nem precisa de ser muito mais trabalho, porque acho que ele já se consolidou. E poder fazer mais uma oficina na Mostra, me ajuda a poder voltar para Belo Horizonte, porque eu estava muito acostumado com a coisa de Tiradentes. E são públicos muito diferentes, você tem estudantes, mas que não tem acesso à informação, a formação. Aqui em Belo Horizonte, por ser uma capital grande, você acha que essas pessoas estão pelo menos interessadas. E o que eu vi foi, tinham 28 pessoas na minha sala, tinha pedido pra 20, pra dar uma oficina.. Assim, como o interesse é grande, eu falo que não me incomodo em ter 20, 28 ou 30. E eu achei uma turma muito interessada e não tão crua, como poderia ser, porque na verdade é uma oficina de roteiro básica.Mas eu fiquei impressionado com a adesão, com a participação e com o nível que essas pessoas trouxeram. E acho que isso tudo faz parte dessa cultura. Você fazer esse evento todo ano, durante 10 anos, você vai ter pessoas interessadas e preparadas em quererem conhecer mais, ter mais informação, mais sedentas de informação. Então acho que uma coisa complementa a outra, a Mostra chegou em uma maturidade, que reflete isso nas oficinas, nos seminários, nos encontros, nas conversas, no café da manhã. Eu fiquei muito satisfatoriamente impressionado.”
Di Moretti – instrutor da oficina ‘Da faísca de uma ideia ao roteiro cinematográfico’ | SP


“Os encontros foram muitos importantes para a gente ouvir. Acho que a gente está nesse primeiro momento de ouvir as impressões que as pessoas tiveram daquele projeto. E são impressões fundamentais para a gente começar a trabalhar em cima do projeto. A gente aprende e abre muitos caminhos. Então, além disso, a gente tem aqui caminhos e possibilidades para as próximas etapas que a gente… Então a gente vai traçando  o que a gente vai fazer daqui pra frente para o filme em termo de laboratório e agenda. Então a gente vai vislumbrando um caminho pra fazer esse filme. É bem legal porque dá vontade esse filme e você vê que é possível fazer ele rápido.”
Eduardo Cantarino – diretor do projeto Era o ócio era o cio | RJ


“A CineBH está fazendo um trabalho que eu não sei se é inédito, mas ele é importante por que a gente tem tentado reconfigurar um pouco o modelo de Festival Internacional que nós temos. Geralmente no Brasil, Festival Internacional é uma grande vitrine dos filmes do ano em que ele é realizado. A gente não tem essa obsessão em estar reproduzindo os grandes festivais. A gente faz uma garimpagem de diversos tipos de filmes, inclusive aqueles filmes que não tem circulação nos grandes Festivais, e filmes também de anos anteriores, que porventura não tenham passado no Brasil e muitos vezes nem passaram em outros festivais internacionais. A gente então tem feito esse trabalho de garimpagem para tentar entender, o que é o cinema contemporâneo para além da vitrine dos grandes Festivais, Cannes, Veneza, Berlim. Nesse aspecto essa cinematografia contemporânea, as vezes mais periférica, as vezes paralela ao grande cinema contemporâneo internacional, que está presente nestes grandes festivais. A gente tenta fazer então uma curadoria com títulos bastante diversos. É uma curadoria de poucos filmes contemporâneos internacionais, alguns filmes brasileiros; que não estão divididos como filmes brasileiros e contemporâneo internacional, está dentro da mostra contemporânea, sem estar, digamos assim, apartado em um escaninho do cinema brasileiro. E essas nossas homenagens elas têm, como é desse ano o Pierre Léon, como foi ano passado que a gente trouxe o Adriano Aprá, são convidados que trazem uma reflexão sobre cinema. Não necessariamente são os autores que são os autores da moda, mas são aqueles que têm a acrescentar ao tipo de reflexão que nós queremos trazer, que é uma reflexão sobre cinema contemporâneo, sobre a história do cinema e sobre a maneira como os filmes circulam. No caso esse ano, o tema é Cinema de Urgência, que a busca é pensar o cinema, os filmes que foram realizadas para responder a esse momento histórico bastante conflituoso, cheio de conflitos sociais e problemas políticos, que tem movimento a vida social brasileira. Então, são filmes que são feitos diretamente como testemunho dessa época ou como tentativa de intervenção no rumo dos acontecimentos. O Cinema de Urgência não são filmes que contraem uma responsabilidade pelo presente, não são filmes que contemplam passivamente o que está acontecendo, eles tentam na medida dialogar com isso.”
Francis Vogner dos Reis – crítico de cinema e curador de longas da 11ª CineBH - SP


“Uma mostra que eu acho modelar no sentido da estrutura que ela tem, daquilo que vem de outros países para cá, para ser demonstra, discutido. Eu vejo que sempre há uma preocupação muito grande em evitar o que às vezes acontece que é passar muitos filmes e ao mesmo tempo não dar chance para que hajam debates, que haja uma reflexão sobre o que está em pauta na mostra. Então, uma das coisas que está muito claro aqui é que é um convite para reflexão o tempo todo. Inclusive o próprio catálogo, é um catálogo muito denso, que tem toda a informação programática, tem textos e vários autores sobre o material que está em pauta na Mostra. É uma das mostras que eu chamo modelares dentro do nosso contexto brasileiro.”
Ismail Xavier – crítico de cinema e professor da UFF | RJ


“Brasil CineMundi é importante para o cinema mundial porque diria que é um dos mercados que se posicionou mais rapidamente na região e alcança o intercâmbio de ideias e de projetos para fortalecer filmes brasileiros e para ver as possibilidades de coprodução entre diferentes países, tanto América Latina como o resto do mundo.
A importância para mim, especificamente, é poder buscar projetos que estão em uma etapa de desenvolvimento, que me permitam entrar cedo e poder contribuir na parte criativa com coisas para que o script se fortaleça e para que o filme seja no futuro um grande filme, tendo em conta que as coproduções tomam tempo e que é um pouco lento que se concretize. Mas esse é um espaço que simplesmente se conhece as pessoas e as ideias dos filmes, e se fazem relações que no futuro podem chegar a ser uma coprodução.”
Jorge Botero – diretor de criação e produtor da Séptima Films | Colômbia


“Essa é segunda vez que a gente vem presencialmente para o Brasil CineMundi. A última vez a gente veio em 2015, com um projeto chamado Agontimé, que dalí a gente fundou parcerias super importantes. A gente já tinha circulado com esse projeto em vários outros lugares do mundo, mas foi aqui com a oportunidade de poder realmente conversar com os coprodutores e poder ter um diálogo mais próximo mesmo que a gente conseguiu realmente fechar os acordos. Sempre o espaço aqui do Brasil CineMundi tem sido muito acolhedor pra gente, um lugar que a gente gosta muito, que é um lugar de encontros privilegiados. Eu acho que tem um carinho, não só da produção com os convidado mas, os próprios convidados estão muito a vontade e isso ajuda muito. Com relação ao projeto que a gente está aqui, o primeiro longa-metragem do Rafael, tem sido muito rico assim porque a gente tem passado por consultorias e não só os meetings de produção mas também os feedbacks desses consultores internacionais têm ajudado muito a pensar o projeto e a estruturar ele daqui pra frente. Então acho que, enfim, é um espaço maravilhoso de muito privilégio que eu aconselho a todos a tentarem estar juntos também.”
Larissa Figueiredo – produtora do projeto Tu i Tam | PR


“No nosso caso é a primeira vez que a gente apresenta publicamente o projeto, aqui no Brasil CineMundi. É uma experiência única pra gente essa chance de trazer o projeto para que uma outra pessoa reaja àquilo que você está propondo. Então, é uma coisa que até agora era um trabalho muito solitário nosso, de estrutura do projeto, de desenvolvimento, de ter uma formatação, e agora é como se ele criasse vida. É como se fosse o primeiro passo pra ele realmente se concretizar, é quando a gente começa a discutir esse projeto com outras pessoas, com outros produtores de outros países e começa a ter um feedback de como esse projeto funciona pra eles.”
Leonardo Mecchi - produtor do projeto Era o ócio era o cio | RJ


“Sou professora na cidade de Contagem, e já há um tempinho que nós nos interessamos pela educação, pelos projetos de educação e cinema. Para nós, professores, a Mostra de Ouro Preto é a mais importante porque ela tem muitas atividades voltadas para a educação, mas a de BH também tem se mostrado muito importante, na medida em que ela oferece as oficinas. E eu tenho sentido que os profissionais que dão as oficinas eles não nos excluem. A gente sempre tinha uma ideia equivocada de que os cineastas ao fazerem as seleções para as suas oficinas iriam preferir os mais jovens e, muitas vezes, porque a gente coloca que é professora, que vem trabalhando, que vem fazendo experimentações com os alunos dentro da escola, isso tem sido motivo para eles nos escolherem também. Certamente fui selecionada por ser educadora e ter mostrado esse interesse. Então, todos os nossos professores que estão envolvidos com projetos de educação e cinema, todos querem oficinas, querem mais oficinas. Faz a de roteiro aí quer fazer a de produção e depois da de produção quer fazer outra. Pra você trabalhar com jovens e com crianças você tem que ter uma noção de todas as etapas, e a CineBH oferece isso pra gente. E as pessoas precisam aproveitar porque a região metropolitana é enorme e aqui nós não temos o custo da hospedagem como a Mostra em Tiradente ou Ouro Preto. Nós fazemos um esforço para ir em todas mas, aqui nós nos sentimos muito contemplados."
Luzia Lima Moreira – aluna da oficina ‘Da faísca de uma ideia ao roteiro cinematográfico’ | MG

 
“Em relação a CineBH, eu acho que ela tem uma importância muito singular na área dos festivais brasileiros, e principalmente em Minas, por juntar as discussões de coprodução internacional, as relações entre países na feitura de filmes, com filmes do mundo todo, muitos deles feitos em coprodução. Então a gente consegue acompanhar o que está sendo discutido desses assuntos e ver resultados dessas discussões do passado. Também é uma janela para uma produção internacional que não tem espaço em outros festivais no Brasil. Porque a curadoria, principalmente internacional da CineBH, sempre se preocupou, já há muitos anos, com o Francis e o Pedro, de exibir filmes que não tinham ganhado a atenção merecida em outros evento de cinema no Brasil, mas que tinham um poder e uma expressividade que não podiam ser ignorados. Então, a programação sempre faz esse diálogo entre algumas estrelas, alguns grandes nomes do cinema autoral, e também filmes que ficaram apagados, enfim, por motivos vários, mas que a CineBH tenta resgatar. A importância dele nesse cenário é muito essa de juntar duas frentes ao mesmo tempo em que valoriza várias e diversas formas de expressão.”
Marcelo Miranda – crítico de cinema e curador de longas da 11ª CineBH | MG


“Estou no Brasil CineMundi pela terceira vez, esse ano com o projeto Nxiamu, que é dirigido pelo Thiago Taves Sobreiro e Maurílio Martins, e Terras Remotas, dirigido pela Simone Cortezão. É sempre muito importante pra gente poder começar um projeto, começar a discutir sobre a coprodução internacional aqui em casa, em Belo Horizonte, é um ótimo espaço pra isso. E a gente vê ao longo desse tempo que o Brasil CineMundi tem crescido, tem conseguido trazer pessoas muito importantes para poder conseguir discutir os projetos. Poder entender o potencial de coprodução internacional é algo que é extremamente importante para o cinema brasileiro nesse acesso à cinematografia nacional não só aqui no país, mas lá fora também. Sem dúvida nenhuma, tantas conversas que a gente consegue fazer dentro da programação dos meetings quanto fora, no espaço de convívio, seja com os convidados internacionais ou até mesmo com os outros convidados dos outros projetos, é algo enriquecedor. Não só para os nossos projetos, mas para o nosso entendimento de produção cinematográfica e do papel do cinema em uma sociedade atual. É algo bem importante e que, sem dúvida nenhuma, representa um grande avanço nesse processo de desenvolvimento dos projetos.”
Matheus Antunes - produtor dos projetos Nxiamu e Terras Remotas - MG


“A Mostra CineBH, ser sincero que eu não conhecia, sou muito aéreo em relação a festivais de cinema, apesar de fazer parte: minha primeira impressão é que tem uma importância grande para juntar todos os produtores do cinema de Belo Horizonte e do estado em uma mostra e tentar fortalecer todos de uma forma bem simples mesmo. Simplesmente você juntar pessoas que fazem uma mesma coisa, ou gostam de uma mesma coisa, você já está facilitando um networking que pode se estabelecer entre elas. Eu vi que na programação tem oficinas, workshops e tudo mais, isso também é muito importante para pessoas que estão começando. A Mostra CineBH está sendo importante para mim para mostrar esse produção, para demonstrar ao público e conhecer essa coisa que está em ascensão em Belo Horizonte, que é a Segunda Preta, uma ação muito massa de pessoas comuns que se junta para fazer algo que estava inexistente na cidade.”
Pablo Bernardo - diretor do ‘Segunda Preta – 1ª temporada’ e curador da exposição do 10 anos de Duelo de MCs | MG


“A CineBH é um evento muito grande, de uma dimensão estratosférica para a cidade de Belo Horizonte. É bem interessante ver as salas de cinema lotadas, e eu acho que esse ano, em parceria com a Max, está com uma estrutura bem ampliada. Trazendo um pouco da Cidade em Movimento, que está acontecendo aqui no 104, é legal no sentido de diversificar e pluralizar o público. Não é um público especializado de cinema, consumidor frequente de cinema, mas um outro público que vem vem de regiões variadas da cidade, que trabalha às vezes com outras linguagens, pessoas de diferentes classes sociais que estão ocupando o Cine 104 para fluir e conhecer os  filmes que a gente está propondo para a Cidade em Movimento. Então, eu acho que amplia a dimensão da Mostra, quando a gente tem uma possibilidade de ter uma diversidade maior de pessoas. É a cidade mais bem representada no espaço.”
Paula Kimo – pesquisadora e curadora Mostra A Cidade em Movimento da 11ª CineBH – MG


“O Brasil CineMundi é um lugar de encontros, nós promovemos encontros para se trocar ideias, histórias, apresentar-se um ao outro, e é também, uma forma de criar relações entre produtores e cineastas. Espera-se que os internacionais venham conhecer a história dos projetos que hoje, estão sendo produzidos aqui no Brasil, e por outro lado, que os brasileiros, no caso os produtores e diretores, também conheçam diferentes profissionais internacionais. É um encontro de trabalho onde os projetos tem a oportunidade de ter um resultado imediato ou posterior. O Brasil CineMundi é uma formação de rede de contatos, de idéias e trocas de experiências.”
Paulo de Carvalho – colaborador do 8º Brasil CineMundi e curador de festivais e produtor da Autentika Films | Alemanha


“Acho que a CineBH tem essa peculiaridade de correr junto com o encontro de coprodução como o Brasil CineMundi, então é uma oportunidade muito importante para vários realizadores brasileiros colocarem seus filmes em contato com curadores e pessoas ligadas a fundos de financiamento internacional. Estabelecer uma rede que, hoje em dia, é fundamental para se viabilizar, principalmente, uma produção autoral no Brasil. Então, potencializar essa oportunidade, isso torna o evento singular. A curadoria da CineBH, apesar de ser bem independente, também leva em consideração essa questão, de filmes que a gente está exibindo muitas vezes passaram e foram projetos selecionados alguns anos atrás no CineMundi, que foi o caso do Corpo Elétrico, que abriu o Festival desse ano. Os debates pra mim são tão importantes quanto os os filmes, porque são formas de discutir, de colocar em questão os filmes, os processos, até mesmo o processo curatorial. O debate de hoje, sobre o cinema de urgência, por exemplo, a gente colocou muito isso em questão. Enfim, para mim, os debates têm a mesma importância que os filmes. Isso eu acho que é uma coisa que pode se ver também em Tiradentes, nos melhores Festivais que a gente vai, a discussão entorno dos filmes e tão importante quanto os próprios filmes, isso eu acho muito legal.”
Pedro Butcher – curador de longas da 11ª CineBH e colaborador do 8º Brasil CineMundi | RJ


“Como é um festival direcionado para a discussão de produção, coprodução, mercado, etc., na parte específica dos curtas, isso é muito importante pensar, porque o curta é sempre um formato que está paralelo ao sistema de exploração convencional. Você não tem sessão de curtas no cinema, muito raramente curta passa na televisão. Então, assim, é um formato que te põem a pensar se os curtas podem ser tratados e pensados no mesmo formato dos longas. E é por isso que a seleção que a gente faz no CineBH de curtas-metragens, são filmes que, de alguma maneira, problematizam a circulação, a coprodução, de brasileiros com produtores de outros países, de brasileiros filmando no exterior, fazendo retrospectiva de produtora que só trabalha com curta. Pra gente tentar de alguma maneira usar o curta do mesmo parâmetro que a gente usa para pensar os longas. Só que, obviamente a gente vai chegar a conclusão, mais cedo ou mais tarde, de que não dá para fazer isso mas, propor o assunto é importante, propor pensar o longa dentro da lógica mercadológica, da lógica de coprodução, de exibição internacional em festivais. Isso até dá pra pensar um pouco mais, mas usar o modelo global do Festival, para transferir isso para o curta, para ver quais parâmetros podem ser aplicados, outros precisam ser reinventados, e outros não podem ser aplicados de jeito nenhum.”
Pedro Maciel Guimarães – curador de curtas da 11ª CineBH | MG


“É a terceira vez que tem um projeto da minha empresa aqui, a Sto Lat Films, e é sempre uma alegria participar, porque dá muita energia para os projetos. A gente encontra muita gente que vai auxiliar no caminho desse projeto, que vai dialogar com ele, vai abrir uma conversa e eventuais possibilidades futuras. Em projetos que a gente passou passou aqui, a gente já construiu parcerias,  que estão ajudando estes projetos a tornar-se filmes. Então é um espaço que eu recomendo pra todo mundo que tem o desejo de fazer filmes no Brasil, e sobretudo pra quem tem o desejo de coproduzir pra realizar filmes em parceria com outros países.”
Rafael Urban - diretor do projeto Tu i Tam | PR

 
“É a primeira vez que participo do Brasil CineMundi e encontrei um espaço muito importante para que o audiovisual brasileiro possa se conectar com a indústria internacional. Os produtores e diretores dos projetos têm a oportunidade de encontrar pessoas da América Latina e Europa para uma possível parceria, pois alguns projetos não têm muitos recursos e o Brasil CineMundi é um espaço que permite encontrar um parceiro para ajudar a viabilizá-lo.”
Rosa Martinez - produtora da Rudá Cine | Argentina


“A importância do CineMundi para a minha companhia FiGa Films é enorme, eu já descobri vários projetos que acabaram sendo filmes que nós adquirimos  e que fazem parte do nosso catálogo e está cada vez mais melhor. Eu acho a organização impecável, e é um privilégio estar aqui, gosto demais.”
Sandro Fiorin - distribuidor da FiGa Films | EUA


“Pra mim, enquanto realizador mineiro, enquanto realizador que vive em Belo Horizonte, é super importante acontecer anualmente a CineBH. Ainda mais importante ter um filme nela que é vitrine aonde a gente vive, onde temos os nossos amigos, nossos conhecidos. É muito importante pra mim e agradeço sempre a oportunidade de estar exibindo um filme”.
Sávio Leite - diretor do ‘Vênus – Filó a fadinha lésbica’ | MG


“Estou participando do projeto Segunda Preta, sou uma das integrantes desse quilombo que é esse projeto, que a gente vai ter a oportunidade de passar o filme, que é muito caro pra gente. A importância da CineBH é de arte, de pensar arte, no momento que país está tão abalado, que a gente está vendo uma patologia. E eu acho que uma das formas de ir contra uma ideologia que está tão pesada, é ver arte.
Eu acho que é ver literatura, cinema, arte, teatro. É importante esse lugar que possibilita encontros, mas encontro que me interessa é mais no sentido de possibilidades estéticas para poder falar desse lugar, pra ir contra uma narrativa tão dura que a gente está vivendo. E é super importante ter um espaço pra poder passar o filme da Segunda Preta, que é um projeto que nasceu no início do ano aqui em Belo Horizonte, é um movimento pra mais de ter um espaço dos atores e artistas negros e negras da cidade se apresentarem, é um espaço de reflexão, de pensar artes negras, no plural, de ficcionar e de estar tecendo a gente como ser humano, esse sujeito negro, esse cidadão aqui na cidade Belo Horizonte.”
Soraya Martins – roteirista do ‘Segunda Preta – 1ª temporada’ | MG


“Eu acho que Belo Horizonte, pela importância de Minas, dentro do cenário brasileiro, tem que ter um Festival bom e competente e grande igual esse. Eu acho que esse espaço aqui na Praça é fantástico. Eu acho que o Festival esse ano é o primeiro que ocupa esse espaço, e esse espaço tem que cada vez mais crescer. O Festival tem que crescer cada vez mais, é um dos festivais mais importantes do Brasil.”
Tarcísio Vidigal - produtor do ‘Menino Maluquinho - O Filme’ – RJ


“Eu acho que para o nosso projeto, principalmente, essa experiência tem trazido realmente é abrir um escopo das possibilidades e das conexões que um projeto brasileiro pode ter mundialmente. E que muitas vezes esses projetos acabam ficando aqui no Brasil ou não enxergando as possibilidades que existem. Eu acho que o Brasil CineMundi traz essas pontes e apresenta essas possibilidades e coloca esses projetos com esses agentes internacionais em contato. É muito importante principalmente para colocar o cinema brasileiro internacionalmente cada vez mais forte e cada vez mais presente. O que a gente tem visto é o cenário brasileiro a cada ano crescendo na sua representatividade internacional.”
Vinícius Lopes - diretor do projeto Despedida | RS


“Eu queria agradecer a organização do Brasil CineMundi por ter me convidado a fazer mais uma oficina. Este tipo de coisa eu acho que só ajuda a promover a cultura em nosso país e juntar as pessoas, fazer com que a gente conheça pessoas legais e interessantes, cheias de novas ideias. E o apoio a cultura que é fundamental para a educação no país. Então acho que é um movimento e um evento importantíssimo para levar educação e cultura para o país.”
Wladimir Winter – instrutor doa oficina ‘Conteúdo audiovisual e oportunidade de negócios’ | SP