Depoimentos

“Estar aqui em Belo Horizonte na CineBH, abrir a programação da CineBH é de uma representação pra nós imensa pelo fato de a CineBH, junto com Ouro Preto e Tiradentes, fazer a diferença no cinema, porque aposta no cinema de arte, na antropologia do cinema. Esses três festivais de Minas despontam pra mim como os mais importantes do país, em ideia, em fala, em liberdade, a gente sabe o rumo que o cinema brasileiro está tomando através desses festivais, e essa sensibilidade é maravilhosa. Essa representação em Minas Gerais é incrível.A aposta da Mostra em trazer o Sol Alegria para abrir o festival já é a resposta do que o festival acredita como cinema. Ainda mais falando da América Latina, e nesse sentido o filme é um filme latino-americano brasileiro. Eu fiquei muito admirado com a aposta deles, não condicionando nosso filme a marginalização, mas é uma coragem apostar em um filme subversivo, isso mostra o quanto o festival é comprometido.”

Tavinho Teixeira –diretor do filme Sol Alegria| PB

 

“Eu acho que o Brasil CineMundi conquistou um lugar dentro da produção brasileira que é superimportante porque a gente encontra muita gente bacana aqui. Quem aceita o convite pra vir ou quem eles escolhem pra vir participar, principalmente os coprodurores internacionais que vêm, são muito carinhosos com Brasil, são muito desejosos de fazer produção com o Brasil, então 80% do seu trabalho, quem faz é a própria curadoria do Brasil CineMundi. Eles escolhem muito bem quem eles trazem para cá e isso encurta o seu trabalho como produtor para achar a pessoa certa pra produzir contigo, então eu acho isso muito importante. E a importância do festival em si da CineBH, que tem crescido bastante, e eu tenho um prazer de vir pra cá, ano passado foi meu filme que abriu o festival, eu tenho um carinho por esse festival, então eu venho aqui com amor e vou embora com mais amor ainda.”

Ivan Melo –júri 9º Brasil CineMundi |SP

 

“É muito importante ter esse tipo de encontro, porque coloca novos diretores, novos produtoresem contato com profissionais do mercado, de festivais e profissionais de distribuição internacional e os ajuda a visualizar o trabalho que eles querem fazer muito antes de fazê-lo. A maioria são projetos em desenvolvimento. Então é muito importante eles terem esse contato para conseguirem perceber o que eles querem fazer. E para nós, obviamente, é muito importante porque estamos tendo o conhecimento emprimeira mão de projetos que vão ser feitos no futuro. Então esse diálogo tem sido muito frutífero e muito interessante para todos. Existem muitos eventos desse tipo, mas o mais importante nesse aqui é estar focado no cinema brasileiro, em projetos brasileiros. Outra coisa interessante é que ele mistura projetos de ficção e documentários, que é uma vertente que me interessa muito, então isso tem sido muito produtivo. É muito difícil você encontrar projetos de documentário, a não ser que você vá a festivais exclusivamente de documentários, e neste aqui tem vários projetos de ficção de boa qualidade e tem também bons documentários.”

Alfredo Calvino – distribuidor da HabaneroFilms | Cuba-Brasil

 

“O Abaixo a Gravidade me levou a alguns lugares interessantes e agora está me trazendo à Mostra CineBH. Trazer esse filme pra mim é uma marco da minha trajetória e fico muito feliz com esse convite de poder mostrar o filme aqui na CineBH porque é uma plateia muito especial, ela traz uma coisa da crítica, uma coisa da cinefilia, do interesse genuíno pelo nosso trabalho no cinema brasileiro e coisas interessantes do tipo, trazendo pessoas de todo o mundo pra fazer esse intercâmbio de informações sobre como levar esses filmes para coproduções internacionais."

Edgard Navarro –diretor do filme Abaixo a Gravidade | BA

 

“Participo pela primeira vez do CineMundi e eu não sabia que existia um laboratório de filmes no CineMundi e eu estou agradavelmente surpresa com a qualidade dos projetos e das pessoas. É um local em que a gente muda muito as ideias, troca muitas ideias, aprende muito e eu estou muito feliz de estar aqui.”

Fernanda Rennó –produtora e distribuidora da Fidalgo Films | Noruega

 

“É muito produtivo poder participar do meeting porque dá a oportunidade de você desenvolver mais sobre o projeto e ouvir algumas avaliações. Ouvir o que os profissionais têm pra dizer é muito importante. Eu já tinha participado de outros espaços parecidos com o mesmo projeto e acho que com essa participação aqui o projeto só tem a ganhar, a minha expectativa é a melhor possível.”

Clarissa Guarilha–produtora do projeto Livramento | RJ

 

“Pra nós é muito importante estar exibindo o filme aqui, inclusive porque a história, a trajetória do filme é profundamente ligada às mostras realizadas pela Universo. É filme feito em Belo Horizonte, sobre Belo Horizonte e é um momento muito importante pra gentelançar esse filme aqui na CineBH. Além do que, essa Mostra é muito importante porque realiza esse intercâmbio entre o cinema brasileiro e a produção internacional de ponta, então estar junto com esses parceiros é um orgulho para nós.”

Ewerton Belico–diretor do filme Baixo Centro | MG

 

“O CineMundi foi muito importante para o projeto. A gente já tinha participado de alguns laboratórios de produção internacional e aqui foi onde a gente conseguiu contato com quem acabamos fechando uma coprodução, que é a Mutante Cine, do Uruguai. Foium aprendizado muito grande, você vir para um evento e fazer apresentação do seu projeto para 20 pessoas em mercados maiores. É sempre muito rico pra quem está no processo de produção, é uma troca que, se você souber aproveitar, mesmo que você não feche uma coprodução depois, é muito rico sempre. Voltar agora com o filme pronto, depois de ter estreado o filme em Sundance, e depois Roterdã, e depois ter vendido para mais de 20 países e estar em cartaz no Brasil estreando aqui na CineBH, é uma alegria muito grande pra gente. É um ciclo que se fecha para esse projeto, traz uma alegria para nós poder dar um retorno para o CineMundi e para todo o grupo que faz e produz com tanto carinho e empenho para todas as pessoas que estão fazendo filmes e pra nós também.”

Gustavo Pizzi – diretor do filme Benzinho |RJ

 

“É muito importante essa Mostra de cinema estar cada vez mais plural, diversa com a presença tanto de filmes com as temáticas da comunidade LGBTIQ+ quanto das pessoas também estarem aqui ocupando os espaços com os seus corpos presentes. Mais uma vez a representatividade dando conta de ocupar esses espaços que não são nossos pelo que a sociedade espera que a gente esteja. Eles sempre esperam que a gente esteja à margem, então estar aqui é muito importante, poder fazer esse debate,Corpos Políticos, assistir ao filme da Tiffany, que é travesti, cantora e compositora, Cristal também vai estar no Quatro Paredes, e tem pessoas como o Ed Marte e TeudaBara nos filmes; eu acho que é isso, vamos colando as diferenças para que a gente possaser mais humano cada dia.”

João Maria Kaisen–artivista| MG

 

“Para mim está sendo uma experiência superimportante participar, é a primeira vez que a gente participa do CineMundi e trazendo um projeto que a gente está começando a desenvolver. É importante pela possibilidade de troca, de conhecer players, agentes de outros países também e a gente vê isso como uma potencialidade muito grande para o projeto se desenvolver e achar um mercado, achar um caminho para poder se colocar nesse mundo do audiovisual. O que a gente tem participado dos encontros, essas trocas, a gente vê que é muito rico. É uma diversidade de projetos que estão aqui no CineMundi este ano, com temáticas diferentes e propostas muito variadas, mas que dialogam um pouco com o momento que a gente tá vivendo, e ter essa troca com os outros realizadores que estão aqui também é muito importante.”

Leandro Wenceslau –diretor do projeto Lar |MG

 

“A 12ª CineBH teve papel relevante em um momento político grave que vivemos em toda a América Latina. Os filmes falam de nós, sobretudo os filmes documentais que respondem aos reflexos de uma realidade que está aí, mas que quando vista no cinema toca o público sobre aqui, que às vezes ele não vê no cotidiano. Foi muito especial participar da Mostra, estimula a continuar produzindo outros filmes, é um ponto de virada no meu processo de realização, em que ao mesmo tempo que filma outro projeto assisto aos meus primeiros filmes no cinema e sinto a repercussão deles. É preciso contar histórias, mesmo as histórias de horror, poder te narrar muitas vezes restaura as pessoas dos seus traumas que estão ali colados na memória.”

Luciene Araújo – diretora do filme Serra Verde |MG

 

“Eu fiquei muito feliz do filme passar em Belo Horizonte pela primeira vez, até porque a cidade se passa em Belo Horizonte e já passou em outros lugares do Brasil e não tinha passado aqui. O filme é um filme sobre um filme sobrevivente, ele conta a história de alguns rolos que estavam perdidos no Museu do Índio, no Rio de Janeiro, e a gente batalhou muito para contar essa história, que é uma história sobre um batalhão de soldados indígenas aqui da Polícia Militar de Minas Gerais. Então eu fiquei muito feliz de participar da Mostra, do filme passar aqui em Belo Horizonte, que é minha cidade, por ser a primeira vez que ele passa aqui, e achei muito legal a seleção dos filmes porque todos têm muito a ver com o tema e têm muita sintonia com o momento que a gente tá vivendo no país.”

Lipe Canedo – diretor do filme Arara: Um filme sobre um Filme Sobrevivente | MG

 

“A possibilidade de estar num evento como este nos dá a chance de conhecer projetos que não chegariam até nós, uma vez que a gente fica no Rio de Janeiro, muita gente tem o nosso contato lá no Rio e entra em contato por uma série de ferramentas como e-mail, mas essa é uma chance de trocar pessoalmente experiências e também ter a oportunidade de conhecer projetos que estão aqui em Minas Gerais e que muitas vezes não chegam lá no Rio, projetos que estão em outras partes do Brasil, projetos que estão na América Latina e em outros lugares e a chance de estarmos interligados e também a chance de descentralizar o processo de produção e de exibição, no nosso caso.”

Henry Galsky–coordenador de projetos do Canal Brasil |RJ

 

“A Mostra Cidade em Movimento está no terceiro ano e este ano as sessões estão lindíssimas, estão lotadas sempre, com filas para entrar, e essa Mostra mobiliza a produção local de cinema e acaba trazendo pessoas de distintos bairros para dentro da CineBH, e isso é muito importante do ponto de vista da diversificação do público, da democratização do acesso ao cinema. Vêm acontecendo debates super-ricos, debates temáticos que contribuem para a formação de público, para a formação política social e eu fiquei bastante satisfeita com a Mostra deste ano.”    

Paula Kimo – curadora Mostra A Cidade em Movimento |MG

 

“A CineBH e o Brasil CineMundi são dois eventos que têm se transformado ao longo desses anos e este ano eu tenho a impressão de que a gente chegou num ponto de maturidade muito interessante, um diálogo entre a Mostra de cinema e o encontro de coprodução. A coisa mais fascinante do encontro de coprodução este ano é a grande diversidade regional de projetos, a grande diversidade de assuntos e de que forma esses assuntos estão sendo abordados. Eu acho que essa diversidade é resultado de um processo de muitos anos, e que nesse momento específico está sendo ameaçado por uma conjuntura política meio cruel. Então eu acho que este ano está sendo muito importante e decisivo para a CineBH e para o Brasil CineMundi. Muito frutífero em relação a isso, muitas discussões interessantes estão acontecendo aqui e eu acho que isso consolida esse evento como um ponto de resistência muito importante que eu espero que tenha alguma ressonância, alguma consequência no panorama do audiovisual brasileiro nos próximos anos.”

Pedro Butcher – curador 12ª CineBH e colaborador do9º Brasil CineMundi |RJ

 

“É um prazer estar aqui em Belo Horizonte, é um prazer participar do CineMundi, que eu não conhecia, e se mostrou um evento maravilhoso que reúne e ajuda nos processos de criação. E é maravilhoso esse festival se voltar para os projetos de criação, me pareceu incrível as pessoas que estão em processo de criação terem o apoio de profissionais de diversos lugares do mundo e poderem discutir os seus projetos, acrescentando coisas e mudando coisas, enfim, muito lega.“

Vera Hamburguer–instrutora da oficina Introdução à Direção de Arte Cinematográfica |SP