A Cidade em Movimento

A MOSTRA ‘A CIDADE EM MOVIMENTO’ 

 Criada a partir de 2016, como uma seção na programação da Mostra CineBH, a mostra A Cidade em Movimento consiste em uma ação coletiva em diálogo com as questões, pulsações e movimentos atuais da cidade Belo Horizonte e sua região metropolitana, e que são expressos em performance, exibição de filmes, rodas de conversa e outras manifestações artísticas. É uma janela para dar visibilidade aos discursos produtivos e criativos, ampliando as suas conexões. É também um espaço para ocupar, refletir e propor caminhos para o futuro, do ponto de vista de quem vive e movimenta a cidade.  Os filmes exibidos dentro dessa mostra constituem um registro e um acervo fundamentais para o entendimento do espaço urbano contemporâneo da cidade de Belo Horizonte e Região Metropolitana.

TEMA DESTA EDIÇÃO: DESLOCAMENTOS

 Caminhos cotidianos, produções periféricas, independentes e universitárias, o lugar da câmera na produção da memória social, cultural e política da cidade. Filmes que migram das ruas às telas do cinema, das redes sociais para a sala escura, das periferias ao centro da metrópole, das mulheres, negrxs, comunidades tradicionais e realizadorxs LGBTQI+ para o grande público que busca um cinema “feito em casa”, dentro ou fora dos padrões da indústria cinematográfica.

 Ao propor este percurso pelas imagens, a 3º edição da Mostra A Cidade em Movimento provoca, no mínimo, três distintas formas de deslocamento do olhar espectador. Primeiro, aquela que repensa um certo modelo de fruição da imagem cinematográfica, valorizando produções de zero/baixo orçamento e inovando estética e politicamente, o fazer independente, a produção em mídias móveis, o velho dito de Glauber Rocha, “uma câmera na mão e uma ideia na cabeça”. Segundo, aquela que desloca pontos de vista estigmatizados acerca da vida urbana, seus lugares e suas pessoas: a câmera que deriva pelas ruas da cidade, que registra as culturas populares, que denuncia os diversos tipos de violência, que documenta os fatos culturais e políticos do nosso lugar. Por fim, aquela que aproxima o espectador dos distintos lugares de fala que reverberam nos bairros periféricos, nos baixios dos viadutos, nas redes sociais, nas assembleias e rodas de conversa, lugares visibilizados na contemporaneidade, que enfrentam o desenvolvimento opressivo e seletivo das grandes metrópoles, que falam por meio da produção audiovisual, constituindo, assim, uma cartografia das cidades, das pessoas e suas lutas cotidianas.

CATEGORIAS DOS FILMES

OUTRAS ESTÉTICAS

Conteúdos audiovisuais produzidos para web e redes sociais, que buscam, por meio da participação nesta mostra, experimentar sua inserção na tela do cinema. Produzidos no cotidiano das cidades, tais conteúdos trazem o olhar e a experiência direta das pessoas com a vida urbana.

PONTO DE VISTA

Conteúdos audiovisuais que apresentam pontos de vista de dentro das situações, comunidades, bairros, movimentos e espaços públicos. Filmados pelos próprios moradores, militantes, cidadãs e cidadãos que fazem parte daquilo que se filma. Também se encaixam nessa categoria conteúdos que expressam o ponto de vista partilhado, o olhar visitante para a história contada.

LUGAR DE FALA

Conteúdos audiovisuais que colocam em cena a voz e o pensamento de mulheres, negrxs, comunidade LGBTQI+, pessoas em situação de rua, moradorxs de bairros periféricos, comunidades tradicionais, pessoas com capacidades especiais, dentre outros segmentos da população que lutam para garantir espaços de fala/escuta e reivindicação dos seus direitos negligenciados pelo Estado e pela sociedade.