{"id":1033,"date":"2025-09-03T20:07:46","date_gmt":"2025-09-03T23:07:46","guid":{"rendered":"https:\/\/cinebh.com.br\/?page_id=1033"},"modified":"2025-09-03T20:07:46","modified_gmt":"2025-09-03T23:07:46","slug":"tematica","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/cinebh.com.br\/2025\/tematica\/","title":{"rendered":"Tem\u00e1tica"},"content":{"rendered":"\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>HORIZONTES LATINOS: N\u00d3S SOMOS O NOSSO FUTURO?<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p><em>O que podemos avan\u00e7ar e conquistar em termos de direitos pol\u00edticos e civis, em uma necess\u00e1ria redistribui\u00e7\u00e3o de poder, da qual a descoloniza\u00e7\u00e3o da sociedade \u00e9 pressuposto e ponto de partida, est\u00e1 agora sendo arrasado no processo de reconcentra\u00e7\u00e3o do controle de poder no capitalismo mundial e com a gest\u00e3o dos mesmos funcion\u00e1rios da colonialidade do poder. Em consequ\u00eancia, \u00e9 tempo de aprendermos a nos liberar do espelho euroc\u00eantrico onde nossa imagem \u00e9 sempre, necessariamente, distorcida. \u00c9 tempo, enfim, de deixar de ser o que n\u00e3o somos.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>Anibal Quijano em <em>Colonialidad del poder, eurocentrismo y America Latina<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>Antes do cinema, as sociedades, os pa\u00edses, a geopol\u00edtica econ\u00f4mica, a vida no dia a dia e a estrutura mais ampla. Durante nosso processo de visionamento de filmes inscritos para a programa\u00e7\u00e3o da CineBH em 2025, oriundos de quase todos os pa\u00edses da Am\u00e9rica Latina, fomos permanentemente assombrados pelo confronto fiscal com outros pa\u00edses, com Brasil e China em primeiro plano, e pelas viol\u00eancias internas policiais da gest\u00e3o Trump nos EUA. Embora o inimigo principal seja a China no terreno econ\u00f4mico e os latino-americanos e \u00e1rabes no solo do pa\u00eds, sobrou para v\u00e1rios lados, sobretudo para os pa\u00edses governados por presidentes ou partidos desalinhados com a frente internacional de direita e extrema direita comandada pela Casa Branca, com suas pautas b\u00e9licas e reacion\u00e1rias, com sua pol\u00edtica do medo e da repress\u00e3o, com seus imagin\u00e1rios e pr\u00e1ticas de persegui\u00e7\u00e3o, com as intoler\u00e2ncias variadas, religiosas, pol\u00edticas, sociais, art\u00edsticas, sexuais, raciais, de origem e de g\u00eanero. Valores contra os quais, no cinema e na vida, nos colocamos em oposi\u00e7\u00e3o. E, dentro dos limites do poss\u00edvel, em a\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Os EUA podem ser o epicentro de muita coisa, mas n\u00e3o s\u00e3o o problema por inteiro. Existe em diferentes sociedades uma ascens\u00e3o e manuten\u00e7\u00e3o de grupos pol\u00edticos com bandeiras empunhadas contra a democracia, o igualitarismo, a solidariedade social, a defesa de minorias perseguidas e os avan\u00e7os comportamentais de modo extensivo. H\u00e1 um esfor\u00e7o para conter transforma\u00e7\u00f5es e parar o tempo org\u00e2nico dos modos de vida. Como h\u00e1 tamb\u00e9m um mantra ideol\u00f3gico e de um ultraliberalismo econ\u00f4mico segundo o qual a arte, cinema inclu\u00eddo ou principalmente, deve ser algo estritamente de mercado e sem regula\u00e7\u00f5es por parte dos Estados, como tem sido os casos aberrantes das plataformas digitais e dos streamings. Qualquer tentativa de media\u00e7\u00e3o por leis e taxas fere o que esses grupos entendem por liberdade de express\u00e3o e de neg\u00f3cios. No cinema ou no judici\u00e1rio, querem interferir e atropelar, agir de acordo com seus interesses.<\/p>\n\n\n\n<p>Enfrentamos as press\u00f5es e amea\u00e7as de cabe\u00e7a erguida e senso de autodetermina\u00e7\u00e3o, com um esfor\u00e7o sempre limitado e necess\u00e1rio de constru\u00e7\u00e3o de uma ideia de&nbsp;soberania dos povos (e n\u00e3o s\u00f3 das na\u00e7\u00f5es), ou baixamos a cabe\u00e7a e seguimos os planos dos centros econ\u00f4micos e militares dos poderes? Diferentes pot\u00eancias econ\u00f4micas est\u00e3o de olho em nossos solos, querem interferir em nossas legisla\u00e7\u00f5es, impor seus interesses ao de pa\u00edses mais fracos economicamente. Seria ing\u00eanuo tirar o cinema desse contexto pol\u00edtico, uma vez que, nas rela\u00e7\u00f5es com os Estados, o cinema \u00e9 uma quest\u00e3o pol\u00edtica, n\u00e3o somente de mercado. Veja o caso da Argentina, sob Milei, que v\u00ea seu cinema definhar, no campo estrutural, mas resistir, sobretudo a partir de coletivos regionais. A m\u00e3o que esmaga, como consequ\u00eancia, estimula os corpos que reagem. E reagir e repropor \u00e9 preciso.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Por que o futuro do cinema latino-americano \u00e9 da Am\u00e9rica Latina? Ser\u00e1 mera ret\u00f3rica rom\u00e2ntica, idealista e de um ufanismo latino-americano? A reflex\u00e3o se torna imprescind\u00edvel quando constatamos que, para uns, o futuro de nosso cinema est\u00e1 l\u00e1 fora, pressup\u00f5e passaporte, festivais, filmes em outros idiomas mais vend\u00e1veis e aceita\u00e7\u00e3o cr\u00edtica internacional, como sin\u00f4nimo de sa\u00edda \u201cdos quartos dos fundos para a sala de estar\u201d do chamado cinema mundial. Para internacionalizar, dizem uns tantos, \u00e9 preciso desenhar a internacionaliza\u00e7\u00e3o antes mesmo dos lan\u00e7amentos, passando tamb\u00e9m pelas necessidades de coprodu\u00e7\u00f5es e acessos aos fundos na Europa e, contemporaneamente, pelas concess\u00f5es aos distintos ass\u00e9dios das grandes empresas de streaming.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>As perspectivas intrinsecamente latino-americanas da Teoria Decolonial prop\u00f5e uma virada de chave na centralidade de conhecimentos e culturas para a interpreta\u00e7\u00e3o e o questionamento do mundo desde o colonialismo. A coloniza\u00e7\u00e3o ib\u00e9rica e brit\u00e2nica das Am\u00e9ricas, segundo o soci\u00f3logo peruano Anibal Quijano, \u00e9 a funda\u00e7\u00e3o contradit\u00f3ria da modernidade, associada ao capitalismo e ao colonialismo, com consequentes processos de intersubjetiva\u00e7\u00e3o entre diferentes povos a partir de um padr\u00e3o mundial de controle, de hierarquias raciais, um colonialismo do poder, que organiza as diferen\u00e7as entre povos e entre ra\u00e7as at\u00e9 hoje, com atualiza\u00e7\u00f5es constantes nesses padr\u00f5es homogeneizadores, tamb\u00e9m atrelados a no\u00e7\u00f5es e pr\u00e1ticas de Estados Nacionais para povos colonizados.<\/p>\n\n\n\n<p>Se defendemos que n\u00f3s somos nosso futuro, mesmo em meio \u00e0 rela\u00e7\u00e3o com um jogo de for\u00e7as cujo controle nos escapa, \u00e9 porque a mat\u00e9ria-prima \u00e9 nossa, financeira e humana. As leis s\u00e3o nossas, melhores ou piores, presentes ou ausentes, embora estejam em disputa, com interfer\u00eancias e press\u00f5es externas e internas. Porque o nosso futuro inclui, em cada pa\u00eds e em toda a Am\u00e9rica Latina, o futuro que n\u00e3o queremos. N\u00f3s somos sempre n\u00f3s e todos os outros (n\u00f3s). \u00c9 um n\u00f3. E pensarmos a no\u00e7\u00e3o de cinema latino-americano talvez seja uma fic\u00e7\u00e3o, mais que realidade, mas as realidades precisam da fic\u00e7\u00e3o para se viabilizarem. Precisam de imagina\u00e7\u00e3o e de projetos, de pensar um futuro que ainda n\u00e3o existe, de evitar os erros e repeti\u00e7\u00f5es do passado, sem deixar de lev\u00e1-los em conta no olhar para os pr\u00f3ximos passos.<\/p>\n\n\n\n<p>Qualquer futuro \u00e9 constru\u00e7\u00e3o e consequ\u00eancia de planejamentos e a\u00e7\u00f5es do presente e do passado. Qualquer futuro tamb\u00e9m \u00e9 uma incerteza oscilante para nossos dias. O futuro \u00e9 um esfor\u00e7o contra o imponder\u00e1vel indesej\u00e1vel. Isso inclui legisla\u00e7\u00f5es espec\u00edficas para a atividade em cada pa\u00eds (hoje em situa\u00e7\u00f5es diversas, como colocamos na tem\u00e1tica da CineBH, em 2024, Estados do Cinema), que versem sobre equil\u00edbrios de g\u00eaneros, or\u00e7amentos, ra\u00e7as, povos, regi\u00f5es, tem\u00e1ticas e alcances mais amplos ou mais segmentados. Cinema feito por mais diversidades de proposi\u00e7\u00f5es e n\u00e3o para uma concentra\u00e7\u00e3o de empresas e autorias j\u00e1 inseridas no jogo pol\u00edtico e econ\u00f4mico do audiovisual.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Nossas produ\u00e7\u00f5es fazem parte de um jogo de for\u00e7as com distintos interesses no cinema e no audiovisual nacionais e internacionais. Nesse sentido, pensar um futuro de cinema latino-americano n\u00e3o \u00e9 pensar em hist\u00f3rias, conte\u00fados, est\u00e9ticas somente, mas tamb\u00e9m \u00e9 pensar em modos de rela\u00e7\u00f5es com os pa\u00edses vizinhos e com os pa\u00edses de outros continentes. As coprodu\u00e7\u00f5es com os pa\u00edses europeus s\u00e3o um caminho poss\u00edvel e desej\u00e1vel, sem d\u00favida, mas \u00e9 importante tamb\u00e9m investir de modo menos ou mais oficial em parcerias por dentro da Am\u00e9rica Latina, como t\u00eam feito pa\u00edses como M\u00e9xico, Col\u00f4mbia e at\u00e9 recentemente a Argentina, que coproduzem filmes de pa\u00edses economicamente mais limitados economicamente. Tamb\u00e9m temos visto associa\u00e7\u00f5es entre produtoras de pa\u00edses latino-americano menos protagonistas e mesmo coprodu\u00e7\u00f5es com Qatar, Holanda, Luxemburgo, Dinamarca, desviando-se dos caixas e fundos mais disputados. O toma l\u00e1 d\u00e1 c\u00e1 fiscal explicitou para os pa\u00edses latino-americanos a necessidade de n\u00e3o depender deste ou daquele centro de poder e de com\u00e9rcio.<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><strong>Arqueologia e luto<\/strong><\/h3>\n\n\n\n<p>Embora estejamos com o foco em um futuro, nos filmes muitas vezes partimos de nossos passados, com uma recorrente investiga\u00e7\u00e3o sobre res\u00edduos e vest\u00edgios dos processos hist\u00f3ricos, a reescrita das mem\u00f3rias de povos e territ\u00f3rios, a arqueologia de terras fantasmag\u00f3ricas, como zumbis que, desenterrados, retornam para expor algo, uma viol\u00eancia f\u00edsica e silenciamentos extensos. Essa preocupa\u00e7\u00e3o grande com as marcas do passado aponta para uma necessidade de ir \u00e0s origens e \u00e0s ra\u00edzes, \u00e0s ru\u00ednas e aos resqu\u00edcios de um processo de explora\u00e7\u00e3o e viol\u00eancias, para elaborar um futuro condizente com as m\u00faltiplas camadas das quais somos compostos como sociedades e como cinemas. \u00c9 uma escolha nossa, latino-americana, de espelhar de onde viemos, de como fomos formados e fazer algo com isso. Sempre dentro de conting\u00eancias concretas e n\u00e3o somente simb\u00f3licas. Nessas investiga\u00e7\u00f5es hist\u00f3ricas, predomina o senso de luto.<\/p>\n\n\n\n<p><br>Quando se reflete sobre o que \u00e9 a latinidade do cinema nas Am\u00e9ricas, ou a respeito das particularidades de conjunto que s\u00e3o pr\u00f3prias dos filmes ao Sul e ao Norte do Equador, corremos o risco de nos inclinar para no\u00e7\u00f5es pr\u00e9-modernas de uma identidade coesa, confundindo nacionalidades e pa\u00edses com os processos hist\u00f3ricos, \u00e9tnicos e sociais de suas forma\u00e7\u00f5es e de seus desenvolvimentos. Bem como defende o conceito pol\u00edtico-social de \u201camefricanidade\u201d, n\u00e3o somos somente nossas origens latinas europeias, tampouco somos apenas nossas genealogias de sociedades origin\u00e1rias e africanas (neste caso, fruto da di\u00e1spora for\u00e7ada a partir do tr\u00e1fico negreiro). Somos perman\u00eancias, contradi\u00e7\u00f5es e tens\u00f5es de todas as presen\u00e7as culturais, \u00e9tnicas e raciais que se amalgamaram em nossos territ\u00f3rios historicamente. A Am\u00e9rica Latina tem muito de autoconstru\u00e7\u00e3o nas diferen\u00e7as, em suas pot\u00eancias inventivas, na conserva\u00e7\u00e3o de for\u00e7as conservadoras, e de uma fabula\u00e7\u00e3o de si em fric\u00e7\u00e3o com os retratos externos a ela.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Inevit\u00e1vel n\u00e3o pensar que o &#8220;futuro \u00e9 ancestral&#8221;, como diria o escritor e pensador ind\u00edgena A\u00edlton Krenak. Por um lado, a for\u00e7a desse pensamento, de valoriza\u00e7\u00e3o da sabedoria dos povos origin\u00e1rios, constru\u00edda em rela\u00e7\u00e3o profunda com a natureza e em comunidade, tem sido manifestada no cinema latino-americano na incontest\u00e1vel presen\u00e7a do cinema ind\u00edgena como espa\u00e7o relevante de inven\u00e7\u00e3o. Por outro lado, esse pensamento tamb\u00e9m tem sido esvaziado \u2013 como n\u00e3o ser dentro do capitalismo? \u2013 pelo uso indiscriminado de suas ideias em obras e projetos que pouco t\u00eam a ver com as reais proposi\u00e7\u00f5es de Krenak. Filmes que se realizam entre cineastas juru\u00e1s-cara\u00edbas (n\u00e3o ind\u00edgenas) e comunidades aut\u00f3ctones podem tanto potencializar o cinema e a autoexpress\u00e3o dos criadores envolvidos, quanto diminu\u00ed-lo, em propostas onde h\u00e1 uma evidente assimetria de poder na tomada de decis\u00f5es.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>N\u00e3o existe um caminho \u00fanico para o futuro, que j\u00e1 \u00e9 agora, n\u00e3o l\u00e1 adiante, mas \u00e9 fundamental que, entre conflitos e embates, entre diferen\u00e7as de vis\u00f5es e reuni\u00e3o de for\u00e7as, esse futuro constantemente elaborado pelos implicados diretamente, em cada pa\u00eds da Am\u00e9rica Latina, n\u00e3o seja determinado de fora para dentro, seja nas legisla\u00e7\u00f5es, nas regula\u00e7\u00f5es, nos conte\u00fados, nas formas e em suas visibilidades. <em>N\u00f3s Somos o Nosso Futuro?<\/em> assim deixa de ser uma interroga\u00e7\u00e3o e incerteza para se tornar um projeto sem tutela externa e com a responsabilidade desafiadora da autodetermina\u00e7\u00e3o, que nada tem a ver com autonomia e aus\u00eancias de parcerias.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Seja qual for o nosso futuro no cinema latino-americano, ser\u00e1 sempre o resultado das escolhas e das conting\u00eancias, dos desejos e das inibi\u00e7\u00f5es, dos planejamentos e das submiss\u00f5es, dos enfrentamentos e das passividades, da busca dos pr\u00f3prios caminhos e da c\u00f3pia dos caminhos impostos. O cinema \u00e9 um campo de conflitos, como tudo na vida, porque est\u00e1 alian\u00e7ado com a pol\u00edtica, inevitavelmente. Cabe \u00e0 nossa parte estimular um cinema de necessidades (de existir), de circunst\u00e2ncias estimulantes da cria\u00e7\u00e3o (para se viabilizar) e de conex\u00f5es com o mundo (para se expandir), mais que um cinema de ideais. O ideal est\u00e1 no campo da ideia. O cinema, no campo da vida.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-right\"><strong>Cleber Eduardo<\/strong><br><em>Coordenador curatorial<\/em><\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-right\">Com a contribui\u00e7\u00e3o de<br><strong>Ester Mar\u00e7al F\u00e9r<\/strong><br><strong>Mariana Queen Nwabasili<\/strong><br><em>Curadoras<\/em><\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-right\">e <strong>Gustavo Maan<\/strong><br><em>Curador Assistente<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>HORIZONTES LATINOS: N\u00d3S SOMOS O NOSSO FUTURO? 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