CINEMA E VIGILÂNCIA

28/09, terça, 20h

Ao longo da história do cinema, as tecnologias da imagem e do som conceberam o olhar como um poder perverso de intervenção e controle sobre o real. O audiovisual testemunhou e tomou parte da construção de uma tríade em que imagem, controle e poder se tornaram elementos estruturais na sociedade da imagem e na “sociedade das telas”, como definia o crítico Serge Daney. Não por acaso, destacamos o trabalho do coletivo Forensic Architecture, que se dedica a realizar investigações audiovisuais que invertem os objetivos das tecnologias de monitoramento e vigilância para denunciar os crimes desses mesmos sistemas. De que maneira os aparatos tecnológicos se utilizam de cada indivíduo para formarem essas sociedades das telas? Como o poder se apropria dos dispositivos para impor interesses escusos aos rumos coletivos? E de que maneira se reapropriar dessas técnicas e estéticas para confrontá-las?

Convidados:

  • Paulo Tavares – arquiteto associado ao Forensic Architecture | DF
  • Bernardo Oliveira – professor, crítico e pesquisador | RJ
  • Patrícia Mourão – pesquisadora, professora e curadora |SP

Mediador: Pedro Butcher – curador CineBH e colaborador Brasil CineMundi |RJ