Em 2017, Meu Nome É Bagdá fez uma bela passagem pelo encontro de coprodução Brasil CineMundi, quando ainda era um projeto embrionário e atendia pelo nome de Bagdá – Cenas do Cotidiano. Três anos depois, o filme de Caru Alves de Souza está de volta ao CineMundi e àCineBH, depois de um lindo nascimento, em fevereiro, na mostra Generation 14 Plus do Festival de Berlim, onde venceu o Grande Prêmio da categoria, conferido pelo júri oficial.

Para além do reconhecimento do júri, Meu Nome É Bagdá conquistou o público jovem que lota as salas de cinema onde os títulos da mostra Generation são exibidos, ao longo de toda a duração do festival. A história da jovem skatista Bagdá (Grace Orsato), criada em uma família de mulheres fortes e independentes, em busca de seu espaço em uma atividade ainda dominada por garotos, encontrou uma ressonância singular entre o público.

O Festival de Berlim terminou no dia 1º de março, pouco depois de a OMS confirmar o status de pandemia mundial da covid-19, interrompendo uma trajetória que se antevia brilhante, já que o filme havia recebido um grande destaque e gerado interesse de distribuidores internacionais e da imprensa. Um novo desafio se impôs à realizadora e aos produtores: repensar os caminhos do filme, diante da realidade do fechamento das salas e dos desdobramentos da necessidade prolongada do isolamento social.

Meu Nome É Badgá participa da CineBH como um elo fundamental entre a programação da Mostra e o encontro de coprodução CineMundi, um vislumbre de futuro para os projetos participantes desta edição, que nos impôs tantos desafios e exigiu tanta resiliência.

*Sessão de encerramento – filme disponível dia 2/11, de 21h30 às 23h59