MÁTRIA AMADA: AS TAREFAS DO COTIDIANO E A MATERNIDADE FIZERAM PARTE DO BATE-PAPO DESTA QUINTA-FEIRA

20210930 – 15ª CineBH – Mostra Internacional de Cinema de Belo Horizonte – Brasil Cinemundi – 12th International Coproduction Meeting – Roda de Conversa, Mátria Amada- Foto: Reprodução/Universo Produção

O lugar social da mulher e o papel estruturante que a maternidade condiciona foram os temas de “Mátria Mãe”, debate que aconteceu nesta quinta-feira na 15ª CineBH. Mediado por Paula Kimo, o papo coloca também em contraste o desejo e a obrigação do amor parental, além de destacar o equilíbrio entre a maternidade e as outras demandas cotidianas. 

Luciana Brandão trouxe para o debate a experiência de gravar enquanto estava gestando. Além de multi-artista, viu a partir dessa experiência a necessidade de inserir e reinserir a artista mãe nos trabalhos. Foi a partir desse contexto que Luciana se tornou uma das criadoras do coletivo MAM, Movimento Arte na Maternidade.

No ano passado, durante a Festa MAM, promovida para oferecer um espaço em que as mães pudessem trazer as crianças e terem acesso à cultura, houve a leitura de um manifesto e, a partir da Lei Aldir Blanc, foi criada a I Mostra MAM.

“A minha provocação é pensar o modo de produção em que os filmes estão acontecendo. Quando a gente tem uma mostra que faz o recorte temático sobre a maternidade, estamos convidando as pessoas a ter um olhar seja pelo afeto, pela denúncia mas que antes de mais nada precisa ser um olhar empático.” 

O debate contou também com a presença de Rafael Bacelar e Ju Abreu, que falaram sobre “Conselheira”, filme que está em cartaz na Cine BH e trata sobre a complexidade de uma atriz que está às voltas com o seu trabalho e o tempo que dedica a ser mãe. No curta, os significados desse acúmulo de tarefas vão se construindo e fazem com que a personagem entre em conflito consigo mesma.

Breno Mesquita, diretor e produtor de “Casa Número Zero”, contou que a proposta inicial de seu filme era falar sobre a casa, mas ao ver o quanto a história da tia, Rossane, era forte, percebeu que deveria focar ela a sua narrativa.

Handael Melo, diretor de “Sessão 27” também se identifica com a discussão acerca da maternidade e completa: “Eu escrevi o filme depois de ler o caso de uma mãe que teve o filho raptado e encontrou apoio em outra mãe que teve uma história semelhante à dela.”

“Aurora” foi outro filme citado no bate-papo. Leo Ayres, o diretor, contou que o filme veio para para compreender o papel de mãe, as demandas a serem cumpridas por elas que abarcam tantas funções no dia a dia, conciliando a maternidade ao trabalho, à sexualidade, à rotina.

Franco Dafon e Renata Victoriano se emocionaram ao contar a história do documentário “Ela, Dora!”, que passeia pela história de vida de Dora Rosa, mulher batalhadora de 69 anos, que sempre sonhou – e lutou – para trabalhar com arte e cultura.

“O fato de estarmos aqui pensando sobre maternidade, arte e cinema já pode fazer com que mulheres de outros recortes sociais que fazem com que elas sejam oprimidas e colocadas nesse lugar de servir aos outros e não a si mesmas vejam os filmes e consigam ter lampejos e vislumbres.” conclui Luciana Brandão.

SOBRE A MOSTRA CINEBH

Com edições anuais e consecutivas, a CineBH – Mostra Internacional de Cinema de Belo Horizonte, o evento de cinema da capital mineira, chega a sua 15a edição de 28 de setembro a 03 de outubro de 2021, em formato online e gratuita, reafirmando seu propósito de mostrar o cinema para o mundo, promover o diálogo entre as culturas, aproximar povos e continentes, fazer a conexão do cinema brasileiro com o mercado audiovisual, realizar encontros de negócios, investir na formação, intercâmbio e cooperação internacional, construir pontes nas escolas, comunidades, redes sociais e com a cidade de Belo Horizonte e Minas Gerais.

A 15a CineBH – Mostra Internacional de Cinema de Belo Horizonte e o 12o Brasil CineMundi integram o Cinema sem Fronteiras 2021 – programa internacional de audiovisual idealizado pela Universo Produção e que reúne também a Mostra de Cinema de Tiradentes (centrada na produção contemporânea, em janeiro) e a CineOP – Mostra de Cinema de Ouro Preto (que difunde o audiovisual como patrimônio e ferramenta de educação, em junho).

SERVIÇO

LEI FEDERAL DE INCENTIVO À CULTURA

ESTE EVENTO É REALIZADO COM RECURSOS DA LEI MUNICIPAL DE INCENTIVO À CULTURA DE BELO HORIZONTE

PATROCÍNIO: MATER DEI, COPASA, CEMIG | GOVERNO DE MINAS GERAIS

PATROCÍNIO MOSTRA A CIDADE EM MOVIMENTO: patrocinada com recursos do Fundo Internacional de Ajuda para Organizações de Cultura e Educação 2021 do Ministério das Relações Exteriores da República Federal da Alemanha, do Goethe-Institut e de outros parceiros: www.goethe.de/hilfsfonds

PARCERIA CULTURAL: SESC EM MINAS, INSTITUTO UNIVERSO CULTURAL, CASA DA MOSTRA

PARCEIROS BRASIL CINEMUNDI: EMBAIXADA DA FRANÇA NO BRASIL, DOT, MISTIKA, PARATI FILMS, CTAV, FORTE FILMES, NAYMOVIE

COOPERAÇÃO BRASIL CINEMUNDI: WORLD CINEMA FUND(Alemanha), NUEVAS MIRADAS – EICTV(Cuba), BIOBIOCINE(Chile), CONECTA – CHILE DOC(Chile),  MAFF(Espanha), DOCSP(Brasil), DOCMONTEVIDEO (Uruguai), VENTANA SUR(Argentina), INSTITUTO OLGA RABINOVICH / PROJETO PARADISO(Brasil)

APOIO: CAFÉ 3 CORAÇÕES.

REALIZAÇÃO: UNIVERSO PRODUÇÃO

SECRETARIA ESPECIAL DE CULTURA | MINISTÉRIO DO TURISMO| GOVERNO FEDERAL