MOSTRA A CIDADE EM MOVIMENTO DEBATE FILME AMADOR, DE CRIS VENTURA, NA PRIMEIRA RODA DE CONVERSA DA 15ª CINEBH

Debate sobre Amador na Mostra A Cidade em Movimento. Reprodução

É preciso reconhecer os corpos e as lutas que atravessam a história. É essa uma das premissas do documentário Amador (cor, digital, 81 min, 2020, MG), dirigido por Cris Ventura, e que foi tema da primeira roda de conversa da Mostra a Cidade em Movimento. A mesa, mediada pela curadora Paula Kimo, contou com a participação da realizadora do longa e também da multiartista idealizadora e roteirista, Louise du Brasil. 

Como Paula ressaltou, os trabalhos selecionados para a mostra A Cidade em Movimento ajudam a pensar a relação com a cidade. No caso de Amador, é a oportunidade de conhecer mais sobre o performer e poeta Jonatas Vidigal Amador, uma pessoa marcante nas artes e na história de Belo Horizonte. Ele morreu em 2019, aos 35 anos. 

“Esse ano queríamos filmes de encontro. E Amador foi o que mais representou isso”, conta Paula Kimo. Vidigal era amigo da diretora Cris Ventura há muito tempo. Fazer o documentário também foi uma forma de homenageá-lo. As imagens foram gravadas entre 2013 e 2014. “Ficaram muito tempo guardadas em um HD, que teve um vírus. Eu achei que não iria recuperar”, revela a realizadora. 

A própria Cris Ventura também é a responsável pela montagem. Sendo assim, a forma como ela escolheu para organizar as imagens tem a ver com a poética que representa Vidigal. “Mergulhei nesse material para revelar o Vidigal que, nos últimos anos, já não era mais o mesmo. Muita gente conhecia aquela força poética e depois ele passou por um processo de adoecimento. Foi uma tentativa de reencontrar um pouco do Jonatas”. 

Redução de danos

Natural de Ipatinga, Louise du Brasil somente conheceu Vidigal pelo filme. Viu diversas vezes e se encantou com o personagem. Ao se dedicar à narrativa elaborada por Cris, sentiu como se já tivesse convivido com ele. “Achei tudo muito bonito, interessante”. Louise, que atualmente trabalha com processos de redução de dano, também fez conexões entre as experiências do personagem e a própria vivência. 

Louise chamou atenção para a delicadeza da primeira cena. Nela, Vidigal fala sobre a importância da arte para, justamente, gerar a redução de danos. Como a convidada observou, a arte também serve para “mediar o que excede e transborda”. “Redução de dano entra na garantia de direitos mínimos”. 

Por fim, a diretora Cris Ventura comentou como o amigo percebia o amor. A diretora contou casos sobre relacionamentos do personagem. “Vidigal amou muita gente e foi muito amado”, conclui Paula Kimo.

Rodas de Conversa

A mostra A Cidade em Movimento realiza todos os dias, às 19h, rodas de conversa sobre os filmes selecionados para a programação. Na segunda sessão, marcada para esta quinta (30/09) serão discutidos os curtas Sessão 21 (Ficção, cor, digital, 6min, 2021, MG), de Haendel Melo; Casa Número Zero (Documentário, cor, digital, 16min, 2021, MG), de Breno Mesquita; Aurora (Ficção, cor, digital, 21min, 2019, MG), de Leo Ayres e Conselheira (Experimental, cor, digital, 23min, 2021, MG), de Rafael Bacelar. A multiartista e integrante do coletivo MAM (Movimento Coletivo Arte na Maternidade), Luciana Brandão é a convidada especial do bate-papo. 

A Cidade em Movimento

Criada em 2016, a Mostra A Cidade em Movimento nasceu de uma ação coletiva em diálogo com as questões, pulsações e movimentos atuais da cidade de Belo Horizonte e sua Região Metropolitana, e que são expressos em manifestações culturais, audiovisuais e educacionais. Em 2021, tem a proposta de discutir a relação entre o cinema e os coletivos de Belo Horizonte. Serão exibidos 20 filmes produzidos na capital mineira. Sendo assim, por meio deles, a curadora Paula Kimo apresenta provocações para refletir sobre o sentido de comunidade. Será possível pensar uma comunidade de imagens que dialoga com as práticas e fazeres coletivos que movem a cidade? 

A Mostra A Cidade em Movimento é patrocinada com recursos do Fundo Internacional de Ajuda para Organizações de Cultura e Educação 2021 do Ministério das Relações Exteriores da República Federal da Alemanha, do Goethe-Institut e de outros parceiros: www.goethe.de/hilfsfonds.

SOBRE A MOSTRA CINEBH

Com edições anuais e consecutivas, a CineBH – Mostra Internacional de Cinema de Belo Horizonte, o evento de cinema da capital mineira, chega a sua 15a edição de 28 de setembro a 03 de outubro de 2021, em formato online e gratuita, reafirmando seu propósito de mostrar o cinema para o mundo, promover o diálogo entre as culturas, aproximar povos e continentes, fazer a conexão do cinema brasileiro com o mercado audiovisual, realizar encontros de negócios, investir na formação, intercâmbio e cooperação internacional, construir pontes nas escolas, comunidades, redes sociais e com a cidade de Belo Horizonte e Minas Gerais.

A 15a CineBH – Mostra Internacional de Cinema de Belo Horizonte e o 12o Brasil CineMundiintegram o Cinema sem Fronteiras 2021 – programa internacional de audiovisual idealizado pela Universo Produção e que reúne também a Mostra de Cinema de Tiradentes (centrada na produção contemporânea, em janeiro) e a CineOP – Mostra de Cinema de Ouro Preto (que difunde o audiovisual como patrimônio e ferramenta de educação, em junho).

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ESTE EVENTO É REALIZADO COM RECURSOS DA LEI MUNICIPAL DE INCENTIVO À CULTURA DE BELO HORIZONTE

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PATROCÍNIO MOSTRA A CIDADE EM MOVIMENTO: patrocinada com recursos do Fundo Internacional de Ajuda para Organizações de Cultura e Educação 2021 do Ministério das Relações Exteriores da República Federal da Alemanha, do Goethe-Institut e de outros parceiros: www.goethe.de/hilfsfonds

PARCERIA CULTURAL: SESC EM MINAS, INSTITUTO UNIVERSO CULTURAL, CASA DA MOSTRA

PARCEIROS BRASIL CINEMUNDI: EMBAIXADA DA FRANÇA NO BRASIL, DOT, MISTIKA, PARATI FILMS, CTAV, FORTE FILMES, NAYMOVIE

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