“CINEMA É UMA ECONOMIA CRIATIVA E LIMPA”, DEFENDEM REPRESENTANTES DO SETOR DA INDÚSTRIA E DIFUSÃO, EM DEBATE NA CINEBH

Realizado na tarde de sexta-feira, dia 30/10, o debate “Desafios da produção audiovisual no Brasil nos tempos atuais” reuniu profissionais do setor para conversarem sobre o cenário em 2020. Diante de uma das maiores crises de sua história, com impasses na Ancine, no FSA (Fundo Setorial do Audiovisual) e o agravamento dos problemas devido à pandemia, como lidar com situações cada vez mais desafiadoras? 

Mais do que respostas a essa questão, os participantes da mesa – mediada pela jornalista e pesquisadora Ana Paula Sousa – falaram sobre suas experiências no mercado fílmico esse ano, especialmente por conta de um aumento brutal de demanda quando salas de exibição foram fechadas, em março, para conter a disseminação do coronavírus. Todos os três – Guilherme Fiúza Azenha, presidente do Sindav-MG (Sindicato da Indústria Audiovisual de Minas Gerais), Simone Oliveira (gestora executiva da Globo Filmes) e Alexandre Cunha (diretor de programação do Canal Brasil) – apontaram desafios num contexto em que profissionais precisaram interromper trabalhos, mas o público, em casa, não parou de consumir. 

“Tivemos que pensar em novos modelos de financiamento de filmes”, contou Simone, em referência à paralisação das políticas públicas de incentivo audiovisual na atual gestão federal. Ela disse que diversos projetos ligados à Globo Filmes tiveram que se readequar e serem repensados numa nova realidade. 

Sobre a recepção, Simone revelou que a procura por filmes pelo streaming Globo Play teve um aumento recente de 500%, sendo boa parte disso de material produzido no Brasil. “Na televisão também sentimos o interesse enorme do público pelo filme nacional, muitas vezes superando a audiência de blockbusters de super-herói, por exemplo”, destacou ela. 

Até por isso, tanto a Globo Filmes quanto o Canal Brasil – que pertencem a um mesmo grupo de comunicação – mantiveram o contato aberto para seguirem lançando filmes e coproduções em festivais, mesmo nas plataformas on line. “Num momento como esse, com tantas incertezas, cada produtor deve pensar em como trabalhar o filme”, disse Simone. 

No caso do Canal Brasil, fortemente vinculado à realização e difusão de produções locais, o incremento da audiência também foi sentido na pandemia. Alexandre Cunha acredita que o impacto maior possa vir daqui a dois ou três anos, quando as dificuldades colocadas agora afetarem os filmes que estão em desenvolvimento. Para o momento imediato, ele destacou alguns movimentos do canal. “Foi muito importante a parceria com os festivais de cinema, como aconteceu com Gramado, em que conseguimos transmiti-lo no Canal Brasil, que foi uma forma de não deixar o evento morrer e dar a ele alcance nacional. E conseguimos fazer lançamentos em VOD (vídeo on demand) e lives com diretores e produtores”. Alexandre anunciou que um modelo similar ao de Gramado vai acontecer com o CinePE, em novembro, e Festival de Brasília e Cine Ceará, em dezembro, com modelos de transmissão dos festivais tanto pelo canal quanto pela internet.

Apesar de todas as dúvidas que pairam no setor, para Guilherme Fiúza o momento é de acreditar na força de lei que mantém a existência da Ancine. “Não acredito que vá acabar, você não acaba com um órgão tão estratégico e que foi criado a partir de uma lei”, apontou. Ele lembrou que, no Brasil, atuam 13 mil produtoras em todo o território nacional, investindo dinheiro na economia e, em boa parte dos casos, utilizando verbas de financiamento a partir de impostos advindos do próprio setor. E reforçou: “A nossa economia (do cinema) é uma economia limpa e criativa, com uma possibilidade de replicação sem limites. Ela não polui rios, ela não deixa lixo, ela não tem barragem, ela não mata ninguém”. 

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