DIRETORES DISCUTEM A RELAÇÃO ENTRE ESTÉTICA, HISTÓRIA E VIOLÊNCIA NA CINEBH

Narrativas originais e singulares criadas a partir de desafios da história ou da violência foram temas da roda de conversa que reuniu os diretores Beatriz Seigner, do filme Entre nós, um segredo, Cleyton Xavier, co-diretor de Rodson ou (onde o sol não tem dó), e Rodrigo Aragão, de O cemitério das almas perdidas. Eles participaram da mesa Estética e criação a partir da história e da violência e refletiram sobre como é fazer cinema em diferentes contextos. 

No caso de Beatriz Seigner, a narrativa acompanha a jornada de Toumani Kouyaté, que recebe um chamado do seu avô em Mali e precisa retornar à terra natal para ouvi-lo contar a última história antes de morrer. “O Toumani faz parte de um povo que são contadores de história e usam isso não apenas para te lembrar quem você é, mas também para questões de conflitos de Estado”, destaca Beatriz. A cultura oral é tão importante social e politicamente que quando ocorre golpe de estado, por exemplo, essas pessoas precisam sair do país para não serem perseguidas, “porque eles têm o poder da palavra para a guerra ou para a paz”, explicou Signer. Ela conheceu Toumani no Brasil e quando ele recebeu o chamado de Mali a convidou para embarcar para a África e registrar essa história. Veja o filme aqui.

O filme de Rodrigo Aragão, O Cemitério das Almas Perdidas, encontra um eco no de Beatriz e lida também com transmissão de conhecimento. “Uma coisa muito forte na minha vida é isso da tradição oral. Fui criado numa aldeia de pescadores onde tudo era contado através de causos. Eles davam uma formação fantástica de onde eu vivia, falando sobre as famílias ou gerações anteriores”, comenta. Uma das histórias que ouviu e marcou o marcou para a vida toda foi a de um vizinho tinha um Livro de Cipriano. As crianças não podia passar ou brincar perto nem mesmo do quintal dele. Mais tarde, já adulto, a história serviu de combustível para a carreira no cinema. Rodrigo pesquisou a fundo sobre o livro e desenvolveu várias narrativas com a presença do livro. Agora ele é foco n’O Cemitério das Almas Perdidas . “Eu percebi um livro totalmente cinematográfico, empolgante”, relembra. O resultado é um filme épico. Veja aqui.

Com uma linguagem totalmente experimental e uma espécie de ficção científica que se passa nos anos 3000, Rodson ou (onde o sol não tem dó) revela uma realidade na qual a arte é crime, não é permitido refletir e muito menos ler. O filme é resultado de anos de Coletivo Chorumex, que surgiu em 2014 com o objetivo de criar narrativas audiovisuais que estivessem abaixo do trash. Cleyton era estudante da Universidade Federal Fluminense e ao perceber uma demanda pelos melhores equipamentos e equipes se uniu colegas para subverter essa ideia. O resultado, assim como Rodson, são filmes estroboscópicos, na própria definição dele. “A ideia de gerar um pouco de desconforto e uma alucinação através da montagem está sempre presente em nossos filmes”, explicou. Veja aqui.

A conversa completa você confere a seguir. Os realizadores falaram ainda de distribuição e comentaram sobre os outros filmes de suas carreiras. 

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