EM MASTERCLASS INTERNACIONAL, ATOR E DIRETOR WELKET BUNGUÉ DIZ QUE VIVÊNCIA NO BRASIL O AJUDOU A AVANÇAR SEUS PROCESSOS ARTÍSTICOS E PESSOAIS

Ator, diretor e performer, Welket Bungué ministrou uma masterclass na tarde de domingo (1/11). Nascido em Guiné Bissau, criado em Portugal e radicado na Alemanha, Bungué apareceu, em 2017, em dois filmes brasileiros de repercussão internacional: “Corpo Elétrico”, de Marcelo Caetano, e “Joaquim”, de Marcelo Gomes. Neste último, que competiu no Festival de Berlim, foi visto pelos produtores de “Berlin Alexanderplatz”, nova adaptação do romance do alemão Alfred Döblin. Bungué foi chamado para o papel principal e voltou à Berlinale em fevereiro de 2020.

A CineBH disponibiliza, até o dia 2/11, uma série de curtas-metragens realizados por Bungué recentemente, em www.cinebh.com.br. Na conversa com o curador Pedro Butcher, ele contou de que forma sua trajetória pessoal e profissional foi definida especialmente a partir das experiências de morar e estudar no Brasil – onde ele foi aluno na UniRio entre 2012 e 2013. “O que aconteceu foi que, ao vir para o Brasil estudar (depois de crescer em Portugal), consegui pela primeira vez escutar a história de Portugal e da ocupação portuguesa nos territórios africanos a partir de outro ponto de vista. E isso me possibilitou a ideia concreta de deslocamento, ou seja, foi como se tivesse havido um despertar para minha negritude e a percepção de periferia, dentro do que seja minha compreensão da cultura do Brasil e das heranças africanas no país”.

Ele contou que, a partir desse autoconhecimento, teve despertado o desejo de realizar filmes, algo que ensaiava já desde 2014, porém esbarrava em dificuldades inerentes a quem tenta se expressar artisticamente na Europa e não está inserido nos “padrões” convencionais do continente. “É quando você consegue se entender com outros pares e chega, na falta de outro termo, a um ‘aquilombamento intelectual’, em que você começa a pensar a partir de sua subjetividade”, disse. “Desenvolver um pensamento criativo a partir das temáticas que me afligem implica também que meu trabalho tenha um alcance e um respaldo servindo necessariamente a todo perfil de pessoas que possa se ver na minha trajetória e em mim enquanto presença, enquanto indivíduo”. 

A partir desses processos, que mesclam o íntimo e o artístico, Bungué acredita ter conseguido chegar a uma desconstrução do que é entendido comumente como “periférico”, termo muitas vezes de caráter pejorativo. “Eu compreendi o ‘periférico’ como aquele que transita, que tem a possibilidade de estar em vários lugares, aquele que entra num espaço privilegiado e centralizador do que são os direitos sociais e culturais”.

Entre as referências citadas por Bungué, uma delas foi a escritora Carolina Maria de Jesus (1914-1977), autora de “Quarto de Despejo” (1960) e apresentada a ele pela atriz e amiga Isabél Zuaa. “A Isabél já trabalhava a partir de mulheres negras incontornáveis e assim conheci vários textos da Maria Carolina e também de Conceição Evaristo e Marielle Franco, figuras que são inspirações que devem ser celebradas pelas riquezas sociais e culturais que o Brasil precisa celebrar, mesmo à revelia do que é o aparelho midiático no país”, contou. 

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