FILMES DA MOSTRA CONTEMPORÂNEA REFLETEM A COMPLEXIDADE DO BRASIL POR MEIO DA ARTE

A primeira roda de conversa da Mostra Contemporânea Brasil reuniu diretores de três curtas disponíveis na programação da 14ª CineBH até o dia 2 de novembro. Beatriz Saldanha é realizadora de Do Pó ao Pó, Alexandre Salomão de Corpo Monumento e Eduardo Camargo da produção Eu Sou a Destruição. Os trabalhos dialogam diretamente com vários aspectos do Brasil atual, seja na complexidade política em diferentes níveis, com a ocupação das cidades, com a pandemia e os diferentes confinamentos e reações a eles. Em resumo, podem ser entendidos como respostas, questionamentos e reflexões dos nossos tempos.

Eduardo Camargo, por exemplo, teve como base na construção de Eu Sou a Destruição o discurso do ex-secretário especial da Cultura Roberto Alvim. Em janeiro de 2020, ele divulgou um vídeo com referência estética e discursiva no nazismo, citando, ainda, um frase do ministro da propaganda de Hitler, Joseph Goebbels.

“Quando eu vi o vídeo fiquei pensando em como trazer uma proposta de debate sem simplesmente classificar assim de uma vez. Eu queria chegar na gênese desse pensamento”, explica Eduardo. A ideia era reconstruir a história por meio do cinema e entender de onde vem esse tipo de discurso. Dessa forma, começou trabalhando o som e depois as imagens. “Pensei no que aquilo me remetia e depois busquei cenas no cinema que trazem um tipo de significado político alinhado ao de Alvim e, no fim, negar essa proposta”, relata. O resultado você pode conferir aqui.

Em seguida, Beatriz Saldanha relatou a sua experiência com Do Pó ao Pó. É verdade que muita gente ficou aficionada com o ato de lavar as mãos nos últimos meses. Afinal de contas, é uma ação básica de higiene e eliminação de qualquer contaminação pelas mãos. Sendo assim, de uma vontade anterior de fazer algo audiovisual que remetesse às próprias mãos, Beatriz aproveitou o momento, se inscreveu em um edital e realizou o filme em três dias.

Assim, usou o marido como ator, já que era uma das únicas possibilidades no confinamento. “Os significados do filme iam se construindo ao longo de três dias, que era o tempo de realização até o fim do prazo de inscrição”, detalhou. A composição sonora foi feita a partir de bibliotecas de áudio, mas de uma forma que não fizesse sentido imediatamente. “Por exemplo, quando o ator rói as unhas, o barulho é muito mais forte do que de fato seria, isso causa um desconforto”. Esse é o primeiro filme da diretora que atua como crítica de cinema. Clique aqui e veja o filme.

Por fim, o trabalho de Alexandre Salomão, Corpo Monumento, une performance com a cidade e a narrativa cinematográfica. O trabalho é resultado de anos de ações, como exposições, campanhas, filmes e chamadas, que refletem os corpos que ficam à mercê do Estado, a gentrificação, especulação imobiliária, questões relacionadas às pessoas em situação de rua etc. “Cada pessoa que participou ali trouxe a sua performance para dentro do filme”, resume o diretor. Veja o filme aqui.

A conversa na íntegra você confere aqui.

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29 de outubro a 2 de novembro de 2020

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