FILMES NACIONAIS E INTERNACIONAIS CONTEMPORÂNEOS E CINEMA HISTÓRICO ALEMÃO EM DESTAQUE NESTA SEXTA DA 14ª CINEBH

Os fãs da sétima arte têm até o dia 02 de novembro para conferir gratuitamente a intensa e diversificada programação de filmes da 14a CineBH – Mostra de Cinema de Belo Horizonte. São 54 produções nacionais e internacionais, em pré-estreias e mostras temáticas, de 12 estados brasileiros e 12 países. Todos os filmes poderão ser vistos no site www.cinebh.com.br 

Para quem quer aproveitar a 14a CineBH pela perspectiva da equipe de curadoria, nesta sexta-feira, dia 30 de outubro, os destaques da seleção fílmica são produções nacionais e internacionais contemporâneas e um filme histórico alemão, com sessão comentada.

A Mostra Contemporânea Brasil apresenta três produções em pré-estreia mundial: o longa-metragem mineiro “Rua Guaicurus”, do diretor João Borges, revela situações de uma das maiores zonas de prostituição do país: a Rua Guaicurus localizada no Centro da cidade de Belo Horizonte, desde os anos 50. Atualmente funcionam mais de 25 hotéis na região, com aproximadamente três mil trabalhadoras do sexo. O filme expõe esse enorme complexo de prostituição por meio de situações que eclodem das relações entre suas personagens.

Também estão em relevo na Mostra Contemporânea Brasil dois curtas experimentais. A produção pernambucana “Corpo Monumento”, dirigido por Alexandre Salomão, é um experimento coletivo de performances com artes integradas sobre valores de representação, memórias individuais, coletivas e do lugar. 

E o filme paranaense “Eu sou a destruição”, do diretor Eduardo Camargo. No dia 16 de janeiro de 2020, o ex-secretário da Cultura e cofundador do Club Noir de São Paulo, Roberto Alvim, divulga um registro em vídeo de seu discurso que apresenta um prêmio direcionado a artistas plásticos; plagia Joseph Goebbels e é acompanhado ao fundo pela música “Lohengrin” de Richard Wagner. Alvim afirma que a arte brasileira será romântica, nacional, heroica e dotada de grande envolvimento nacional, ou não será nada. Optamos pelo nada e a anunciação da destruição. A cultura não pode ficar alheia.

Já na Mostra Contemporânea Internacional, a dica é conferir a pré-estreia nacional do longa “Overtures”, dirigido por Louis Henderson e Olivier Marboeuf. O documentário é uma coprodução do Reino Unido, França, Haiti. Movendo-se das paisagens congeladas das Montanhas Jura para os centros urbanos de Porto Príncipe, capital do Haiti, o filme traz o revolucionário haitiano Toussaint Louverture de volta à vida. Na França, um pesquisador haitiano tenta ler o passado dentro das camadas estratigráficas de calcário jurássico, enquanto no Haiti um grupo de jovens atores traduz e ensaia cenas de Monsieur Toussaint, uma peça escrita por Édouard Glissant, que narra os últimos dias da vida de Louverture, morrendo no exílio em uma cela de prisão, em Jura, em 1803. Fantasmas do panteão da história haitiana visitam Louverture em seu leito de morte e o levam a julgamento. Conforme a peça continua, os atores são possuídos por seus personagens e, eventualmente, o fantasma de Louverture se junta ao grupo e os leva em uma viagem para um novo tipo de exílio.

Arte Viva

A mostra temática Arte Viva, relacionada ao conceito de “Arte viva: Redes em expansão” que permeia a 14a edição da CineBH, dá visibilidade a projetos desenvolvidos ou apresentados desde o começo da pandemia, respondendo, pelo audiovisual, como se dão outras possibilidades de representar a presença. Nesta sexta-feira, destaque para a videoperformance “Canção das filhas das águas”, dirigido por Laís Machado.

Segunda obra da trilogia intitulada Maquinário do Fim do Mundo, é um ritual. Um ensaio, um encantamento visual e performático sobre a complexidade da operação do Maquinário gerador de fins do mundo, bem como a resistência ao seu poder destrutivo tão antiga quanto o próprio maquinário. Um ensaio sobre a morte a partir da perspectiva da Água, colocando em diálogo o teatro, a performance e a música com a linguagem cinematográfica. Referências que compõem a formação da artista. O filme propõe uma abordagem sensorial de uma experiência que pode ser definida como uma gravidez no útero de um pássaro – nossas mães primordiais. E deve ser assistido com um fone de ouvidos.

Cinema Alemão

Nesta edição da CineBH, a mostra Diálogos Históricos conta com parceria do Instituto Goethe. Os títulos selecionados apresentam momentos distintos e significativos da produção alemã, de longa e rica tradição de obras e artistas dispostos à experimentação. Nesta sexta, dia 30, o destaque é o o “Kuhle Wampe ou: quem é o dono do mundo”, longa-metragem de 1932, do diretor Slatan Dudow. A sessão tem comentário de Eugênio Lima, diretor da peça Black Brecht – E se Brecht fosse negro.

Durante a Grande Depressão em Berlim nos anos 1930, às vésperas da ascensão do nazismo, uma família é expulsa de seu apartamento e, sem opção, é obrigada a se mudar para o campo de férias Kuhle Wampe, que se transformou em acampamento de sem-teto. Marco do cinema político-social com roteiro de Bertolt Brecht. 

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14ª CINEBH – MOSTRA INTERNACIONAL DE CINEMA DE BELO HORIZONTE 

BRASIL CINEMUNDI – 11th INTERNATIONAL COPRODUCTION MEETING 

29 de outubro a 2 de novembro de 2020

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