INCERTEZAS SOBRE A CIRCULAÇÃO DE FILMES AINDA É QUESTÃO DIFÍCIL PARA EXIBIDORES E DISTRIBUIDORES QUE PARTICIPARAM DE DEBATE NESTE SÁBADO

Dentro da cadeia audiovisual, algumas das áreas mais afetadas pela pandemia foram a exibição e a distribuição, especialmente por conta do fechamento dos espaços de aglomeração (como festivais e salas de exibição). Por meses, profissionais da área têm enfrentado uma série de obstáculos, necessitando criar novas formas de fazer os filmes circularem. Na tarde de sábado, 31/10, um debate na 14a CineBH – Mostra de Cinema de Belo Horizonte reuniu três nomes para discutir o cenário e perspectiva de um momento inédito como o atual. 

Para Silvia Cruz, da Vitrine Filmes, especializada em distribuir títulos autorais brasileiros, um dos grandes impactos foi justamente a quebra dos encontros entre as pessoas, situação que sempre foi favorável por aproximar os espectadores dos diretores. “Nas pré-estreias que a gente fazia, o público toma contato direto com os cineastas, faz perguntas, conhece o filme. Não poder realizar esses encontros tem sido realmente um desafio pra gente”, contou ela. 

Silvia apontou também que os festivais on line suprem a necessidade de consumo audiovisual de maneira relativamente mais democrática e que os eventos, depois que passar a pandemia, acabarão por seguir algum formato híbrido. “O cinema de alguma maneia continuou muito igual nos últimos tempos, e eu acho que agora alguma coisa deve mudar com essas novas formas de visualização de filmes pela internet”, comentou. “Cabe aos distribuidores, produtores e exibidores definir o melhor caminho para cada filme, pois nunca houve tantos lugares para eles serem vistos, mas há limitações físicas para construção de salas e elas não conseguem dar conta da quantidade de títulos disponíveis”.

Adhemar Oliveira, distribuidor e exibidor, disse que uma mudança já podia ser percebida na maneira dos espectadores assististirem a filmes e foi profundamente acelerada com a pandemia – a maior delas sendo a questão da sala de cinema como um espaço nem sempre privilegiado na apreensão cinéfila. “A sala de cinema é uma coisa que já atravessou mais de um século com várias caras e sempre foi uma provocadora de encontros. E é também um elemento que, ao longo de seu processo de criação, se tornou muito caro. Construir uma sala custa muito e, se você não tem um produto exclusivo, ela se torna economicamente inviável”, afirmou ele. 

O distribuidor exemplificou a situação com a dificuldade de negociar obras de canais de streaming ou plataformas específicas que não liberam seus conteúdos a outras janelas que não sejam delas mesmas. Para Adhemar, é importante pensar na forma de trabalhar economicamente os filmes, pois o pós-pandemia é incerto ao setor. “A perspectiva agora é uma resposta complicada, precisamos acompanhar até onde vão as mudanças de um espectador que já vinha se alterando na forma de ver filmes desde antes da pandemia”.

A questão dos festivais on line também apareceu na fala de Lídia Damatto, gerente de vendas e aquisições da FiGa Films, que negocia títulos brasileiros para o mercado internacional. Ela descreveu novas necessidades de acordos e de janelas, apontando que, apesar da proliferação de canais de streaming, o filme latino-americano ainda encontra barreiras para ser visível por esses canais. Ao mesmo tempo, filmes que já estavam prontos antes da pandemia caíram num limbo de não saber se esperavam a onda passar (o que não aconteceu ainda) ou se planejavam em eventos virtuais.

“Acredito que, no futuro, vá existir um modelo híbrido de exibição de filmes, mesclando a atual experiência do online com as sessões presenciais”, apontou Lídia, também vislumbrando que o caminho de misturar o virtual e o encontro pode ser inevitável, justamente pela quantidade de títulos produzidos anualmente que buscam seus espaços.

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