PRÉ-ESTREIAS E FILMES PARA CURTIR COM A FAMÍLIA SÃO OS DESTAQUES DO PENÚLTIMO DIA 14ª CINEBH

Ainda dá tempo de assistir, em qualquer tela e a qualquer hora, a intensa, diversificada e gratuita programação cinematográfica da 14ª CineBH. Até o dia 02 de novembro, serão exibidos 54 produções nacionais e internacionais, de 12 estados brasileiros e 12 países, em pré-estreias e mostras temáticas. Todos os filmes poderão ser vistos no site www.cinebh.com.br. 

Neste domingo 1º de novembro, penúltimo dia do evento, a equipe curatorial da 14a CineBH põe em foco filmes nacionais e internacionais de diferentes gerações de diretores e de diversos gêneros, mas que têm a percepção crítica como elemento comum. 

Mostra Contemporânea Brasil

“Rodson ou (Onde o sol não tem dó)” é uma produção do Coletivo Chorumex, formado por realizadores independentes do Ceará, conhecidos em festivais underground por seus vídeos e intervenções audiovisuais de linguagem muito contemporânea. O filme se passa nos anos pré-3000. Arte é crime. Refletir é proibido. Ler não existe mais. Somente produções e consumos em massa são permitidos. RODSON®. Um garoto com seu animalesco instinto artístico reprimido pela sociedade ao seu redor, só mais um de muitos. O governo anarcocrenty comete o engano de achar que a besta estivera sob controle, mas sua mente concebe CALEB®, o alterego de RODSON®, que o lança estrada afora, abandonando ares-condicionados em busca da alucinação perfeita sob o sol sem dó de 2000°C que a última camada de exosfera proporciona à vigente sociedade.

Já o longa “O cemitério de almas perdidas”, do diretor Rodrigo Aragão, é um épico de fantasia, aventura e violência que remonta aos tempos do Brasil Colônia. No filme, corrompido pelo poder do livro negro de Cipriano, um jesuíta e seus seguidores iniciam um reinado de terror até serem amaldiçoados a viver eternamente presos sob os túmulos de um cemitério. Agora, séculos depois, eles estão prontos para se libertar e espalhar sua maldade em todo o mundo.

Coprodução Brasil, México e Burquina Faso, o documentário “Entre nós, um segredo”, dos diretores de Beatriz Seigner e Toumani Kouyaté, conta a história de Toumani Kouyaté. Em 2014, estabelecido com sua família no Brasil, ele foi surpreendido pela convocação de seu avô a retornar com urgência ao Mali, seu país natal, junto com outros mais de 40 cidadãos malineses, para ouvi-lo contar uma última história. Seu avô sentia a morte se aproximar e precisava passar segredos da nação para a linhagem de Djélis mais jovens. A cultura oral, vista como um dos maiores tesouros do Estado, capaz de protegê-los de guerras e crises, é também um componente importante social e político que precisava de continuidade. E é nessa aventura real que descobrimos um universo nunca antes visto pelo mundo.

O curta “Extratos”, da diretora Sinai Sganzerla trabalha com imagens entre o período de 1970 até 1972 nas cidades do Rio de Janeiro, Salvador, Londres, Marrakech, Rabat e a região do deserto do Saara. As mesmas foram filmadas por Helena Ignez e Rogério Sganzerla no exílio, nos anos de chumbo. O filme é também sobre a esperança, algo afável é possível mesmo quando há indicações do contrário.

“República”, curta-metragem dirigido pela atriz e dramaturga mineira Grace Passô, é o destaque deste domingo na mostra temática Arte Viva. O filme foi concebido pela diretora no início da quarentena, no centro da cidade de São Paulo, no bairro República. Em seus 16 minutos, reflete sobre a grave situação do país e os abismos que atingem os negros, pobres e desfavorecidos.

Cinema Internacional

Em pré-estreia nacional, o longa-metragem “Nós, os bárbaros” é dirigido pelo cineasta boliviano Juan Alvarez-Durán. Trata-se de uma viagem em busca de uma escrita original, uma encenação da cultura aimará, um filme que mergulha nas dobras da representação quando é rotulado de documentário, uma obra de arte na modernidade do cinema.

E a mostra Diálogos Históricos, que na 14a CineBH abre espaço para o cinema alemão, traz a oportunidade de conferir o longa “Viver na RFA”, de direção de Harun Farocki. Trata-se de um documentário de gênero sobre a Alemanha em 1990, no qual as pessoas reais assumem os papéis de si mesmas. Seja em uma aula de como se portar no parto ou numa base de treinamento militar, em todo lugar se vê o esforço incessante de estar preparado para uma emergência “real”; o filme explora a ideia de que nada é feito no país sem cuidadosa preparação. Um retrato de uma sociedade em que parir, morrer, chorar, matar e cuidar de necessitados são atos ensinados e aprendidos em instituições estatais ou privadas. A sessão é comentada pelo convidado Hermano Callou com mediação do curador Pedro Butcher.

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SERVIÇO

14ª CINEBH – MOSTRA INTERNACIONAL DE CINEMA DE BELO HORIZONTE 

BRASIL CINEMUNDI – 11th INTERNATIONAL COPRODUCTION MEETING 

29 de outubro a 2 de novembro de 2020

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