REPRESENTATIVIDADE DISSIDENTE NA PRODUÇÃO E NA FEITURA DOS FILMES É UMA URGÊNCIA, APONTA A JORNALISTA JUHLIA SANTOS EM RODA DE CONVERSA NA CINEBH

Na segunda Roda de Conversa da mostra A Cidade em Movimento, a jornalista, performer e produtora Juhlia Santos comentou o trio de filmes conectados pela sessão “Corpos Dissidentes”, que tratam da presença de corpos que renunciam aos padrões hétero e cisnormativos. “Looping”, de Maick Hannder; “Babi e Elvis”, de Mariana Borges; e “Exu Matou um Pássato”, de Vinicius Sassine, se relacionam por encontros, olhares e ritos de passagem traduzidos em gestos políticos de uma comunidade que se impõe na dinâmica social e nas telas. Os filmes estão disponíveis em www.cinebh.com.br até o dia 2/11.

Para Juhlia, a questão mais urgente é a presença das pessoas dissidentes de gênero em todas as camadas sociais, naturalizadas dentro de um circuito de afetos, em vez de exploradas ou animalizadas, como ela percebe em produções artísticas e no cotidiano de trabalho e vida social. “Nossas corpas dissidentes de gênero lutam para ocupar as plateias dos fazeres artísticos. A gente não está dizendo dos palcos, não está dizendo dos editais, das produções, das telas, da direção. A gente ainda está dizendo do lugar do espectador, que muitas das vezes as nossas não acessam”, disse ela. “As poucas que acessam (esses espaços) ainda enfrentam muita resistência e muita violência, porque os lugares (do fazer e do pensamento artístico) foram pensados para nos reprimir”.

A jornalista detectou, nos três filmes da sessão, a tentativa de encontrar lugares de afeto e de tensionamento na abordagem das personagens ali retratadas. Para ela, essa visibilidade deve ser tratada para além de as pessoas dissidentes de gênero e toda a comunidade LGBTI+ serem representadas a partir do olhar de quem não vive suas experiências. “A representatividade só é real se as nossas corpas estiverem presentes. Hoje a academia e as produções artísticas são os lugares onde mais se faz fofoca a partir das nossas vivências. Pois falar das nossas corpas sem as nossas corpas é isso: fofoca”, disse Juhlia. E questionou: “Se nossas narrativas e nossas vivências são tão essenciais a ponto de criar tantas produções que as envolvem, por que não trazer as nossas corpas para pertencer de fato a esses lugares?”.

A diretora Mariana Borges, de “Babi e Elvis”, comentou ter mostrado, pela via documental, uma situação de espetacularização de uma pessoa fora dos padrões convencionais dentro de um ambiente de maioria branca no centro de Belo Horizonte. “As pessoas estavam ali sem ter a ideia do que a Babi vive, das vivências dela, sem saber o que aconteceu com ela depois daquilo”, contou. Dali adiante, Mariana acompanhou os problemas de Babi e a levou para festivais de cinema onde o filme foi exibido. “Por que essa pessoa vive tão marginalizada? Por que não olhar para ela? Eu quis fazer o filme por um registro e queria proporcionar isso para ela. Foi um convite para olhar a ela”.

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