TELAS EM TRANSE NA PANDEMIA É TEMA DE DEBATE COM CINEASTAS E PESQUISADORA

A primeira parte do debate As telas em Transe na Pandemia reuniu três realizadores e uma pesquisadora para refletir as confluências entre o teatro e o cinema, um dos assuntos chave da 14ª CineBH. Desde antes da pandemia as duas áreas artísticas já se comunicavam. No entanto, a relação ficou ainda mais próxima com a chegada do isolamento social, quando as telas passaram a ser mais uma necessidade do que uma escolha para acessar e acompanhar a arte.

Pablo Lobato é cineasta e co-diretor do filme “Éramos em bando” ao lado de Vinícius de Souza e Marcelo Castro. O filme acompanha o Grupo Galpão durante a quarentena, logo após ser impedido de estrear a nova peça, que seria em março de 2020. Ele fez uma paralelo com um enxame de aleluias que chegou no sítio em que está acompanhado de 30 adolescentes.

“Esses insetos deixam as suas casas, perdem as suas asas e encontram a terra para criar novas casas. Isso me fez pensar em várias relações possíveis com as telas”, destacou. Dessa forma, refletiu ainda sobre os limites das telas bem como as resistências. O mesmo movimento observou com o projeto do Galpão. “Eu encontrei um grupo frustrado porque depois de muito tempo de ensaio eles não puderam se apresentar e começaram a tatear um dispositivo novo”, relembra. O estímulo, então, para criar o filme veio da força que os diretores observaram na fragilidade. “Daí acho que vem a força e um calor que o filme consegue traduzir”, revela.

José Fernando Azevedo é diretor do filme Navalha na carne negra e definiu o transe, tema central da mesa, como uma experiência de deslocamento, espaços, lugares e temporalidades distintas. A peça é uma montagem do texto de Plínio Marcos e o filme, um curta, é um recorte. No palco, os atores contracenam com uma câmera que enquadra a ação em detalhes. As imagens são projetadas em duas telas no fundo e “o público negocia com o trabalho de composição”, explica José Fernando. “O que o público vê hoje na CineBH é um registro de uma apresentação com a energia daquele dia”, relata o diretor. Todas as peças eram filmadas.

Ricardo Alves Jr. é diretor de Coisas úteis e agradáveis ao lado de Germano Melo. “Esse trabalho tem uma característica muito próxima do ensaio. Percebemos que com pouco recurso a potência dele está no ator e no discurso que ele coloca em cena”, relata Ricardo. O curta também tem origem em uma peça de teatro. Trata-se de uma performance de Germano Melo, que participou do debate de abertura da 14ª CineBH, inspirada no conto As cartas de Amabed, de Voltaire. Em resumo, fazer o filme em um momento de pandemia junta o desejo de poder criar e se expressar “porque é um texto do século XVIII, mas muito atual para esse momento que vive o brasil. Fala sobre uma força, de um fanatismo religioso e como ele oprime certos corpos”, resume o diretor.

Lorenna Rocha, crítica de cinema e teatro também participou da conversa e comentou sobre cada um dos filmes.

A parte 2 do debate As telas em Transe na Pandemia é na segunda-feira, dia 2 de novembro. Participam Guilherme Diniz, ator, pesquisador e crítico teatral; Laís Machado, criadora da vídeo-performance Canção das Filhas das Águas; e Mauricio Lima, diretor e dramaturgo de Museu dos Meninos – Arqueologias do Futuro. Veja aqui.

Veja a seguir o debate na íntegra. No nosso canal do YouTube você encontra todas as conversas da 14ª CineBH.

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