CONCEIÇÃO EVARISTO SERÁ HOMENAGEADA NA 20ª CINEBH E ESTREIA COMO ATRIZ NO FILME DE ABERTURA
Publicado em 16 set 2026Referência incontornável da literatura e da cultura brasileira, a escritora mineira protagoniza “Se Eu Fosse Vivo… Vivia”, novo longa de André Novais Oliveira, que terá sua primeira exibição em Minas Gerais na abertura do festival
A escritora mineira Conceição Evaristo será homenageada pela 20ª CineBH – Mostra Internacional de Cinema de Belo Horizonte na noite de 22 de setembro, no Cine Theatro Brasil. Aos 79 anos, uma das mais importantes autoras da literatura brasileira contemporânea faz sua estreia como atriz de cinema em “Se Eu Fosse Vivo… Vivia”, quarto longa-metragem de André Novais Oliveira. O filme vai ser exibido na abertura do evento, em sua primeira apresentação pública em Minas Gerais, estado de origem da escritora, do diretor e da produtora Filmes de Plástico. A autora estará presente para ser celebrada e receber um Troféu Horizonte por seu trabalho.
No longa, Conceição Evaristo interpreta Jacira na velhice, ao lado de Norberto Novais Oliveira, que vive Gilberto. Na primeira parte do filme, ambientada em Contagem nos anos 1970, os personagens são interpretados por Tainá Evaristo e Jean Paulo Campos e formam um jovem casal que se conhece e se apaixona. Após um salto de 50 anos, Jacira e Gilberto reaparecem compartilhando a rotina doméstica, os cuidados com a saúde, as conversas e os pequenos prazeres da vida de aposentados. A partir desse cotidiano, o filme incorpora elementos insólitos e amplia a liberdade imaginativa característica do cinema de André Novais Oliveira.
Nascida em Belo Horizonte, Conceição Evaristo construiu uma obra fundamental para a literatura brasileira em romances, contos, poemas e ensaios. Autora de livros como “Ponciá Vicêncio”, “Becos da memória”, “Olhos d’água” e “Insubmissas lágrimas de mulheres”, projetou nacional e internacionalmente histórias ligadas às experiências de mulheres negras, às periferias de Belo Horizonte, à memória familiar e às trajetórias da população negra brasileira. Criadora do conceito de “escrevivência”, que aproxima escrita, experiência, memória e invenção, a autora teve sua relevância para a cultura mineira reafirmada em 2024, quando foi eleita para a Academia Mineira de Letras.
A participação da escritora na CineBH estabelece um encontro entre sua obra e o universo cinematográfico construído por André Novais Oliveira e pela Filmes de Plástico. Criada em Contagem, a produtora desenvolveu uma trajetória marcada pela atenção à vida cotidiana, às relações familiares e afetivas e às experiências de personagens negros e moradores de cidades periféricas da Região Metropolitana de Belo Horizonte. A Filmes de Plástico mantém uma relação constante com a CineBH e foi homenageada pelo festival em 2019. Em “Se Eu Fosse Vivo… Vivia”, Conceição não realiza apenas uma participação especial, mas ocupa posição central na narrativa e no núcleo afetivo do filme.
Antes de chegar a Belo Horizonte, “Se Eu Fosse Vivo… Vivia” percorreu importantes festivais internacionais. O longa teve estreia mundial na seção Panorama da 76ª Berlinale, em fevereiro de 2026. Em abril, realizou sua estreia latino-americana no Festival Internacional de Cinema de Cartagena, na Colômbia, e abriu o Festival Internacional de Cine Independiente de Cosquín, na Argentina. Em agosto, integrou a Competição Latino-Americana de Ficção do 30º Festival de Cinema de Lima, no Peru. Sua exibição na abertura da 20ª CineBH marca o encontro do filme com o público do estado onde foi realizado e ao qual estão profundamente vinculados seus artistas e personagens.
“Conceição Evaristo é a essência, o ponto nevrálgico e a grande presença de ‘Se Eu Fosse Vivo… Vivia’. Sua participação aproxima dois gestos criativos profundamente ligados a Minas Gerais e, ao mesmo tempo, universalmente compreendidos em sua grandeza: a escrevivência de Conceição e o cinema de André Novais e da Filmes de Plástico, construído a partir de experiências, memórias, relações afetivas e da liberdade de fabular”, afirma Marcelo Miranda, curador de filmes brasileiros da CineBH.
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A 20ª CineBH – Mostra Internacional de Cinema de Belo Horizonte e o 17º Brasil CineMundi integram o Cinema sem Fronteiras 2026 – programa internacional de audiovisual idealizado pela Universo Produção e que reúne também a Mostra de Cinema de Tiradentes (centrada na produção contemporânea, em janeiro) e a CineOP – Mostra de Cinema de Ouro Preto (que difunde o audiovisual como patrimônio e ferramenta de educação, em junho).
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SERVIÇO
20a CINEBH – MOSTRA INTERNACIONAL DE CINEMA DE BELO HORIZONTE
17º BRASIL CINEMUNDI – ENCONTRO INTERNACIONAL DE COPRODUÇÃO
22 a 27 de setembro de 2026 | PROGRAMAÇÃO GRATUITA
Fundação Clóvis Salgado (Cine Humberto Mauro, Sala Juvenal Dias, Teatro João Ceschiatti e Jardim Interno), Cine Theatro Brasil (Grande-Teatro, Teatro de Câmara, Galerias 5º e 6º andar, Terraço), Cine Belas Artes, Sala de Cinema Minas Tênis Clube, Cine Santa Tereza, Teatro Sesiminas, Casa da Mostra e Praça da Liberdade
Seminário Internacional Entre Cinemas: 23 a 26 de setembro de 2026, no Cine Theatro Brasil – Espaço Petrobras de Conexões – 6º andar. Inscrições gratuitas até 15 de setembro em cinebh.com.br. Vagas limitadas.
LEI FEDERAL DE INCENTIVO À CULTURA
ESTE PROJETO É REALIZADO COM RECURSOS DA LEI MUNICIPAL DE INCENTIVO À CULTURA DE BELO HORIZONTE
Patrocínio Master: PETROBRAS
Patrocínio: CAIXA, REDE MATER DEI DE SAÚDE
Parceria: FUNEMP – FUNDO ESPECIAL DO MINISTÉRIO PÚBLICO DE MINAS GERAIS / PREFEITURA DE BELO HORIZONTE, POR MEIO DA SECRETARIA MUNICIPAL DE CULTURA
Apoio: FUNDAÇÃO ITAÚ, CINE THEATRO BRASIL, FUNDAÇÃO CLÓVIS SALGADO, TEATRO SESIMINAS, CENTRO CULTURAL MINAS TÊNIS CLUBE, CASA DA MOSTRA, CTAV
Corealização: INSTITUTO UNIVERSO CULTURAL
Idealização e Realização: UNIVERSO PRODUÇÃO
MINISTÉRIO DA CULTURA